sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

TOP 34 2015

Glen Hall - Surpresa! Ele foi suplente em 2014, quando falou cobras e lagartos da ASP por não receber o convite, já que tinha se machucado em 2013. A lei da compensação veio no ano seguinte, para azar de Alejo Muniz. Glen é bem competitivo, apesar do surf previsível. Vem para substituir Travis. Não deve se manter pelo CT, e terá mais um ano corrido pela frente se quiser estar nesta lista no ano que vem.





CJ Hobgood - Convite bem dado em minha opinião, já que as chances de CJ emplacar um resultado em Pipe são concretas. CJ é um ex campeão mundial que continua surfando muito além de parecer um grande caráter e um bom exemplo e imagem para o esporte. A idade tem enfraquecido seu surf - e se o mar não estiver tubular é uma presa relativamente fácil pra molecada. Deve ser um de seus últimos anos na elite, mas devemos ve-lo muitos e muitos anos seja como freesurfer ou se seguir as pretensões de seu irmão que andou declarando que pretende correr algumas etapas do Big Wave Tour.






Ricardo Christie - Salvo engano desde 2002, quando Maz Quinn fez parte da elite, não temos um cara da Nova Zelandia no CT. Ricardo eu vi naquele histórico evento Prime de Imbituba que o Medina venceu em 2011. Ele parou na semi mas junto com Medina foi o melhor atleta do evento que rolou em condições desafiadoras do inicio ao fim. Tem um belo estilo e sabe voar, mas cai muito da prancha. Esse é o ano de definição, se será um bom operário do tour por alguns anos ou se veremos sua primeira e única passagem pela elite.

Brett Simpson - Salvo pelo gongo mais uma vez. Será sempre assim Brett? Pelo visto sim, e com a conivência da juizada. Brett não é mais o mesmo. Antigamente, podíamos até defende-lo eventualmente, pela beleza no estilo e por voltar de aéreos com freqüência, como já ouvi o Sifu fazendo. Mas hoje em dia não há como defendermos o cara. Suas manobras estão saindo fora do tempo, geralmente antecipadas por um temor que não víamos antigamente (seria a paternidade?) e o estilo já foi melhor. Espero que este seja seu último ano, não acrescenta nada ao Tour, até para o QS o vejo como um cara ultrapassado. Aparentemente só consegue mesmo vencer o Medina...as vezes.





Jeremy Flores - Lesões. Essa é única explicação para a posição do ranking do francês. Acho que Jeremy ficaria melhor colocado ao menos umas 10 posição à frente na lista da WSL, mas os resultados e quem sabe a cabeça (quente) não tem ajudado. É muito veloz e compete bem, mas esta caindo muito em momentos decisivos. Ainda pode vencer uma etapa aqui e acola, mas o sonho do título mundial já esta distante para a ex-promessa européia. Se revoltou com Mineiro na primeira etapa de 2014. Talvez seu erro esteja justamente aí, campeão do mundo bonzinho só existe em conto de fadas...Trabalho para os Beven desenvolverem com o já não tão jovem Flores.





Dusty Payne - Retorno digno do havaiano. Outro que sofreu com lesões em passado recente, fez a melhor tríplice coroa da vida e só não a venceu porque a juizada não quis deixar o Medina ser pipemaster. Vamos ver se neste retorno a elite a promessa vira realidade. Penso que precisa ser um cara mais regular no sentido de fazer mais baterias espetaculares em sequência, já que eventualmente o cara destrói Fanning em snapper (2011) para depois perder para KS praticamente sem reação.

Keanu Asing - Novidade havaiana no CT. Baixinho a ponto das pranchas parecerem maiores do que o necessário, mas com um dos melhores ataques de costas para a onda do QS. Como bom havaiano deve se destacar em mares maiores, mas ainda terá que se provar em tubos, especialmente Fiji e Tahiti. Tem um ano parecido com o do Ricardo Cristhie pela frente, embora seja melhor que o Kiwi. Se eu fosse ele manteria minhas reservas para as melhores etapas do QS 2015.

Matt Wilkkinson - Raríssimo caso de surfar melhor de back do que de frontside. É com certeza credor de um jantar bancado pelo Medina, já que o ajudou seguidamente ao mostrar o que realmente sabe contra KS. Não imagino um ano muito melhor para Matt em 2015. Parece de gostar viver no limite, inclusive dos rankings.




OPERÁRIOS DO WSL from SURFOCRACIA on Vimeo.


Italo Ferreira - Bela novidade do Brasil no tour, embora achasse que mais um ano de QS seria uma boa para a revelação de Natal. Terá um ano difícil pela frente. Espero que aprenda com Jadson a variar mais as manobras e não tentar mostrar o quão bom realmente é de uma vez só. Em especial, aprender a utilizar certas manobras em momento chave da onda e da bateria. Cai relativamente pouco da prancha (pra quem flerta com o absurdo como ele) e aprender a hora de mandar aquele coice de backside emendado num três meia (patenteado pelo Marcondes Rocha) ou os trocentos aéreo que sabe fazer pra finalizar a onda em momentos chave, por exemplo, só, para evitar a síndrome de Jadson (one trick poney). Se conseguir isso, rapidamente cairá nas graças da juizada, além, obviamente, de evoluir em ondas de conseqüência e em tubos. Futuro incerto mas é promissor demais para imagina-lo longe da elite. Acho que veio para ficar. Falar inglês bem seria um bom inicio...

Adam Melling - De novo se salvou no Havaí. Penso que se assemelha ao Simpson. Agrega pouco ao show. Vai beliscar um resultado aqui e outro ali, vencer um figurão de vez em quando e voltar a ser o saco de pancadas habitual no resto do ano. Melling quase sempre é foda quando não vale nada...





Wiggoly Dantas - Ainda bem que chegou. A exemplo de caras como Trekinho, JOB e Binho Nunes Guigui sempre mostrou potencial maior pro CT do que pro QS, só faltava quebrar a barreira. Creio que se adaptará rapidamente. Apesar de todos esperarem grandes resultados nas esquerdas, já que é excelente tube rider e bem atirado, espero grandes performances nas direitas, prato cheio para seu backside ágil e estiloso, afinal, salvo engano ele é local de uma direita. Primeiro de muitos anos na elite...

Matt Banting - Rookie ozzie que mais parece nativo do Nordeste brasileiro. Surf leve, ágil e aéreo. Vai sofrer por ser estreante, mas compete bem e é bem esperto, deve ter vida longa no tour, mas esse ano é de provação. Será bom se garantir pelo QS e nos CTs de beach break, pois tende a ser devorado nos mares de responsa.

Jadson André - O potiguar esse ano voltou a surpreender pela atitude e gana em competir. Seus resultados na Europa foram inspiradores. Digo até que o resultado em Portugal no QS foi mais significativo que a final no CT de Hossegor. Mostrou uma continuidade na dominação do pico (Cascais), na base do bom surf e da competição inteligente. Tem Go For It maior que a maioria dos Tops e pode sempre surpreender, que o diga seu maior fregues, Jordy...

Fred P - Pra mim é do mesmo nível do Simpo, com a vantagem de ser havaiano. Faz número no CT embora reconheça que tem melhorado muito, especialmente no marketing pessoal. É eloquente nas entrevistas, não chega no nível de sua amigo Martinez, mas consegue ser polêmico quando pode, o que é bom pro circuito, e não chega a ser Bad Boy, o que é ótimo pro Circuito. Casou, teve filho(a) e acalmou, ordem natural das coisas, e exemplos para a foto da WSL o que é sempre bom pro esporte.





Sebastian Zietz - É um operário do circo e acho que sempre será, mas algo em Sebass me enche os olhos, seja na aparente vontade de fazer todas as manobras com estilo e força, seja no gosto pelas ondas nacionais, mesmo elas sendo uma m...(e são mesmo, fazer o que?). Quase caiu fora esse ano, mas usou bem a carta da manga que é competir em casa no final do ano. Caiu de pé em alguns eventos forçando os figurões a tirarem coelhos da cartola para vence-lo, o que é, primordialmente, a função dos operários.




  Miguel Pupo - Iniciou o ano com cara de quem terminaria entre os top 10, mas só voltou a repetir os resultados na Califa e França. Em etapas que tinha sua cara perdeu para quem menos se esperava, como a derrota para Crews no Tahiti. Tem no estilo e facilidade para voar como pontos fortes, e acho que é um dos poucos que sairiam ganhando ao "perder" parte da onda para fazer uma ou duas manobras a menos na onda, focando numa grande manobra de impacto. Em 2015 tem como desafio criar uma regularidade. 4 resultados decentes no ano é pouco para alguém do seu calibre. Além disso acho que Pupo precisava de um pouco de "malvadeza"...não precisa sair intimidando ninguém durante a bateria, mas sangue no olho em determinados momentos caem como uma bomba na cabeça do adversário. Gosto muito de comparar gerações e as coincidências que a história nos mostra. Enquanto Mineiro e Medina repetem uma dupla dinâmica no melhor estilo Teco e Fabinho, Pupo em comparação a Medina me lembra muito a relação de amizade que KS e Machado tinham (tem). Pupo é um estilista de primeira, jogado à arena de leões que é o WCT, tem se dado bem pela inteligência competitiva, mas acho que ser um Soul Surfer é um destino que Pupo não escapará...





Kai Otton - Foi bem nas etapas com mais onda. Acho que é um cara tão casca grossa que poderia seguir o circuito de ondas grandes juntamente com o CT. Como vários atletas tem um surf ultrapassado, mas cai pouco da prancha e tem moral com os adversários. Consegue arrancar notas altas quando precisa, sendo osso duro na maioria das ocasiões. Suas entrevistas costumam ser mais interessantes que a da maioria, para vcs verem que não precisa ser muito esperto para "causar" no Tour.

Filipe Toledo - O ex Filipinho esta ganhando força e tamanho. Ainda é um dos melhores aerialistas do circuito, e um dos melhores em ondas pequenas e sem power, mas esta ganhando força nas manobras a olhos vistos. É bom em tubos desde sempre, graças ao trabalho de base desenvolvido por Zé Paulo. Como disse no ano passado, Toledo será campeão do mundo, mas precisa aprender a colocar os adversários na corda urgentemente. Esse ano se notabilizou por sair logo com um notão e ficar o resto da bateria procurando a segunda nota, ou ficar a bateria toda procurando onda, achando um notão nos 5 minutos finais. Fica aquela tensão, tipo Corinthians, que vence muito, mas vence sofrido. É sempre um 1x0 ou 2x1, quando teria potencial para enfiar 5x0 com tranquilidade. Seria uma boa aprender com o Mineiro a se acalmar e parar de bater a prancha entre manobras em onda boa. Observemos a derrota dele para Adriano em Trestles. No desempate Mineiro levou, e acredito que os centésimos vieram do jeito de surfar uma onda boa, com mais calma e precisão.




FILIPE NO RIO from SURFOCRACIA on Vimeo.


Bede Durbidge - Acho que é guerreiro pra caramba. Depois que saiu da billa, ralou, foi top 5, venceu Pipe, mas sempre me pareceu ter mais trabalho que seus conterrâneos para aparecer e vencer. Brinco que é quase um brasileiro, já que parece que a juizada segura um pouco as notas dele. Tem uma base sólida, bom de tubos e apesar de ser meio duro nas manobras aéreas não é estranho às viradas em cima da hora com um deles. Dos bom exemplos pra molecada que a WSL devia explorar mais.





Adrian Buchan - Não venceu no ano, mas surpreendeu (ao menos em minha opinião) em Trestles, não só ao eliminar Medina, mas ao ficar a um palmo da final. (Bem) mais inteligente que a maioria, sem muitas firulas, mas marcando bem suas manobras e arcos, Adrian vai construindo uma bela carreira no Circuito. Se aproveitar melhor as etapas em casa pode chegar no fim do ano lutando por um lugar entre os top 10.





Julian Wilson - A Diva (ou Divinha, já que parece que Joel era Diva antes dessa Diva) teve um dos piores anos no circuito. Se salvou no final. Adicionando uma teoria da conspiração de minha criação (ou complexo de perseguição, como preferir), acho que Julian X Gabriel na final do Pipemasters foi envolvida na briga política entre ASP e locais do Hawaii, já que a controversa vitória do Ozzie tirou o título da Triplice Coroa de uma havaiano (Payne). Julian é um surfista completo, mas tem uma imagem meio negativa com a brasileirada justamente pelos diversos casos de vitórias duvidosas, e não só contra brazzos (vide Julian x Jordy Bells/14). Eu particularmente não gosto do modo que ele recepciona a vitória não merecida, tipo torcedor de futebol que sabe que só esta ali por virada de mesa, o que não impede de sair batendo no peito dizendo que é time grande, reivindicando uma vitória que nem sempre é merecida, enfim...é um grande surfista e num ano bom pode ser candidato ao título. A exemplo de Jordy, que chegou pra ser campeão, vê, se mordendo de inveja um moleque surgir do nada e levantar o caneco sob suas barbas...



DIVA NO RIO from SURFOCRACIA on Vimeo.



Nat Young - Vinha (muito) bem até Fiji. A derrota para Medina mexeu em algo no californiano, que não conseguiu nada além de 13º a partir dali. Como sua campanha até Fiji demonstra, tem lugar fácil entre os top 10, não estranhando se subir pra os 5 melhores. Falta regularidade. Bom competidor em qualquer condição ele é. Talvez se começar a ser tão letal de frente para onda quanto é de costas para elas....




Owen Wright - Teve um certo arrego em seu retorno ao circuito por não encarar os figurões no inicio do ano. De qualquer forma, baterias como a que fez em J Bay contra Gabriel demonstram que seu lugar é esse mesmo, entre os melhores. Penso, inclusive, que é dos Ozzies mais promissores para um futuro caneco do mundo, no nível de Julian. Em 2015 seu desafio será voltar a vencer.




Kolohe Andino - É impressão minha ou foi o Parsons e o Dino largarem um pouco o moleque sozinho pra ele desencantar? Ser uma promessa e sofrer as pressões da mídia desde cedo não deve ser fácil. Acho que ele faz um teatro meio desnecessário ao finalizar determinadas manobras, especialmente de costas pra onda, mas é inegavelmente um dos melhores aerealistas do circuito, chegando a arriscar grabs que poucos arriscam em baterias. Acho que jamais será campeão do mundo, mas é esperto o suficiente para ficar muitos anos entre os Top. Se tivesse iniciado o ano melhor, estaria entre os 10 melhores com facilidade. Em 2015, tem como Owen, o desafio de uma vitória, para comprovar a evolução. Quando se aposentar, usará seu vozeirão de radialista para transmitir as etapas para a WSL...




habemos tubos from SURFOCRACIA on Vimeo.



Josh Kerr - Acho que este não aproveita todo o talento que Deus lhe deu. Ficar entre os top 10 com aparente facilidade demonstra que um pouco de sangue no olho poderia levar Kerr a uma disputa mais elevada, senão pelos 5 melhores, pelo título. Se competir com mais gana e aprender a rasgar a onda com força pode chegar lá, quem sabe?...Mas não parece que isso mudaria muito sua vida.




Taj Burrow - Na água teve um ano como todos os outros, surfou muito, muitas vezes mais que todo mundo, mas quando chega a hora do "vamos ver" falta um viagra pra faze-lo ir mais adiante. Aqui no Rio fui testemunha ocular. Taj era pelos menos 10 km mais veloz que todo mundo e estava numa sintonia tal com o Postinho que o mar mudava quando o polaco entrava. Mas chegou na hora de ir pra final e vencer perdeu numa virada improvável (com aéreo) de Bourez. Uns meses antes, na Goldie, foi quem mais chegou perto de eliminar Medina, mas...É o cara em que a frase do Cap. Nascimento melhor se encaixa: "Jamais será...".





Adriano de Souza - Veterano respeitado aos 28 anos de idade. Incrível, mas é verdade. Mineiro nem 30 tem, mesmo parecendo que esta desde sempre no circuito. Na verdade esta a 9 anos na peleja, e pelo segundo ano consecutivo termina em oitavo lugar apos lutar pelo título no inicio do ano. Lhe falta um pouco de regularidade e um pouco mais de sorte. É até injusto "cobrar" regularidade de um cara que de 9 anos no circuito terminou 7 entre os 10 melhores do mundo e que no ano passado foi dos mais regulares, já que só perdeu de cara uma vez (Tahiti com a onda espirita do Hedge). Talvez por sabermos que Mineiro luta com o coração por um título mundial. Em minha opinião é um daqueles que sempre tem que ser lembrados como Candidatos ao Título. As coisas tem que encaixar para ele. Talvez no ano em que todos estejam esperando o "RISE DE JJ", a defesa do título do freak Medina e o que os figurões (KS, Mick e Parko) farão a respeito, seja o ano do "encaixe" do Mineiro. Duvide, Mineiro prefere vencer assim...



MINEIRO NO RIO from SURFOCRACIA on Vimeo.


Jordy Smith - Pode parecer que não, mas acho que a derrota na corrida ao título de 2010 ainda afeta a lacraia sul africana. Tirando 2013, após o vice de 2010 Jordy nunca mais foi top 5. Tem surf para ficar entre os 5 melhores sempre, mas seus resutlados o tem relegado a um patamar abaixo no ranking mundial. Ao menos não deixou de vencer eventos, o que acho importantíssimo, caso ele queira realmente investir no título mundial. É pior que a maioria no que concerne a regularidade e melhor que a maioria na água. A exemplo de Mineiro, quando todos esperam que o foco se concentre entre Medal, JJ, KS, Mick e Joel, um dark horse, como Jordy pode surgir campeão ao final do ano. Tem que ter como meta a regularidade e melhores resultados em esquerdas.




Joel Parkinson - Falando em derrota que doeu a alma, hein? No caso do Joel foi logo na primeira etapa. O nockout que levou do Medina em casa pode ter-lhe custado a temporada, marcada por mais uma final, quando perdeu pro Mick em J Bay ao resolver escolher a boa ao invés de tentar finalizar várias. Em ambas perdeu surfando muito. Escrevo isso porque não acredito que Joelito tenha se conformado com um título mundial no bolso. Creio, inclusive, que é candidatíssimo ao título de 2015, já que não é o foco principal da mídia e pode surfar sem a pressão dos demais concorrentes.




Michel Bourez - Podem me chamar de cruel, mas acho que Michel não era candidato ao título de 2014, ele estava candidato. Simplesmente não o considerava neste nível. Estou revendo meus conceitos e vendo a dedicação e principalmente a evolução do atleta, muito graças aos treinos com os Beven. Michel mostrou que não melhorou só nas manobras, mas na competição em si, como fez na bloqueada clássica sobre o KS em Fiji e ao analisar as mudanças do oceano em sua vitória no RJ. Sabe muito de tubos, por isso se a primeira etapa encanar de rolar em Kirra olho nele. Sua chance de título depende muito de um inicio de ano com grandes resultados.



TUBOS NO POSTINHO from SURFOCRACIA on Vimeo.


Kelly Slater - Posso estar enganado, mas acho que 2014 foi um ano de ressaca do careca. Após perder a corrida de 2013 para Fanning na última etapa, KS em 2014 correu atrás, atacou, mas me pareceu sempre ter um gás reservado, que por um motivo ou outro o careca acabou não usando. Continua espetacular, mas a idade esta chegando. Pode, logicamente erguer seu décimo segundo caneco, mas a peleja esta ficando cada vez mais séria, seja pela evolução dos adversários ou pela idade chegando e ele, mais do que ninguém sabe disso.




JJ Florence - É, em minha opinião, o melhor surfista do mundo hoje. Do Tahiti até a França foi o melhor competidor do mundo também. A bem da verdade poderia ter vencido, Tahiti, Trestles e França. Mas JJ ainda peca naquela velha história de explodir antes do tempo. De que adiantou aquelas 5 notas acima de 9 pontos na fase 4 de Trestles? Em 2015, 9 em 10 amantes do surf acham que pode ser o ano do russinho havaiano. Será? Medina, tenho certeza, acha que não!





Mick Fanning - O campeão mundial de 2013 foi vice em 2014. O Tricampeão do Mundo virá para tentar o Tetra. Podem escrever. Fanning é daqueles que faz a própria sorte. Pelo que mostrou em suas primeira apresentações no QS 2015, vem nos cascos para mais uma tentativa...Minha aposta para a primeira etapa.





Gabriel Medina - Com a violência dos tímidos Gabriel Medina derrubou a barreira do título mundial. Não há mais o que se falar da conquista, portanto, falemos da defesa. Espero que Gabriel tenha visto Blue Horizon, em especial aquela parte em que AI fala das dificuldades de chegar ao topo e das dificuldade de se manter no topo, muito maiores. Medina precisa, desde a primeira etapa mostrar que é campeão do mundo. Dar respostas, ainda durante as baterias, de campeão do mundo. Esculachar mesmo, desde o inicio. Como será o alvo de todos, precisa responder na base da porrada e mostrar que seu espirito competitivo esta apenas começando suas conquistas e que se alguém quiser o cinturão terá que arranca-lo do Medal. Vi com desconfiança que as rédeas da carreira do moleque estava não mão do grupo X (Eike), mas tenho que dar o braço a torcer que a coisa esta sendo bem conduzida, com o moleque aparecendo na mídia (especializada ou não) em momentos certos e com o conteúdo certo. Acho que JJ é seu "oposto", o arqui rival que fará história não só pelo próprio surf, mas pela disputa com o adversário, tipo o Senna não seria o mito que é, se não fosse o Prost e vice versa, Occy X Curren e assim vai e se tem uma coisa que Gabriel é bem superior ao JJ é no carisma, e acredite, ganhar o público numa disputa tão intensa e próxima dessas é sempre importante. 2015 é o inicio do Império Medina I.



MEDINA NO RIO from SURFOCRACIA on Vimeo.


E tenho dito!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

REFLITAM NO TAMANHO DA ENCRENCA...

Pare um segundo o que você esta fazendo e tente se colocar no lugar do Gabriel Medina nesta última etapa do Circuito Mundial de Surf Profissional de 2014.

Você tem menos de 21 anos, pratica um esporte dominado na última década por 2 caras e está no circuito e menos de 3 anos completos e após um ano inteiro de competições por todos os lados, se vê extremamente assediado por esses mesmos caras, pela mídia em geral e por um país inteiro, cuja cultura esportiva se resume a: "campeão ou nada...", justamente na última etapa do ano, onde se definirá o campeão do mundo do circuito que você lidera.

Nos aprofundemos: Desses 2 caras mencionados um é mais que uma lenda. Um cabra comparável ao Pelé, O atleta do século XX, e candidato sério ao título de O atleta do século XXI, vencedor de 11 títulos mundiais dos últimos 19 que disputou, além de ter sobre si toda uma mistica na onda onde será disputada a última etapa do mundial de surf deste ano e onde ele defende o título da etapa.

O outro cidadão, simplesmente é o atual campeão do mundo e além de um atleta exemplar é um estrategista de primeira, Capitão Nascimento mesmo, daqueles capazes de se colocar em situação de interferência apenas para evitar determinado adversário duas fases na frente do campeonato. Literalmente jogando xadrez duas jogadas à frente dos adversários.

Apimente os adversários com a mídia e a torcida de um país inteiro, mais que ansioso para ver, pela primeira vez, um dos seus como campeão do mundo de surf profissional! É um país até certo ponto injusto, já que se ganhar, não fez mais que a obrigação, se perder, teremos toda sorte de teorias conspiratórias para lidar até o inicio da liga do ano que vem.

Para finalizar, por ser líder, os outros dois estão em posição de franco atiradores, e acabam por competir muito mais relaxados do que o líder, tenso em manter o número 1, não surfa como normalmente desde Trestles, certamente devido a pressão...

Que roubada!

Tem que ganhar muito dinheiro e bitoca da Nicole Balls para ser feliz com uma pressão dessas..., ou não?

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

#4, #5 & #6 - WCT 2014 - DE VOLTA AO TOPO

Após longo e tenebroso inverno volto a publicar alguma coisa aqui no blog. Continuo acompanhando o surf competição, desde as etapas amadoras até a arena do CT, (vide Face e twitter do surfocracia) mas achar tempo para escrever anda cada vez mais difícil...então vamos lá...

Se Gabriel tivesse a personalidade e o desapego familiar que Mineiro tem, cravaria hoje que ele será campeão mundial este ano...mas não ele não tem. Creio que este vinculo com a terrinha e a família, esta "saudade" é o único grande ponto fraco do Medal. Não que seja algo ruim, longe disso, mas não é algo que ajuda na arena de leões que é o WCT. Este é, aliás, o único ponto fraco que persiste mais que uma ou duas etapas (como já disse mestre Adler ao final de 2012 quando Medina estreou chamando a Rainha do North Shore de Comadre). Mas vamos com calma, já volto neste assunto...

LÍDER DO RANKING

Passaram-se 3 etapas desde o último post. Literalmente tivemos mais do mesmo, já que essas etapas consagraram a segunda vitória de Bourez, Medina e Fanning no ano.

A bem da verdade a surpresa mesmo ficou com o Brasil. Quem disse que apostava em Bourez está mentindo, já que nem o próprio devia crer que venceria novamente ainda este ano. Com todo o respeito ao taitiano, ele está concorrente ao título, não é concorrente ao título.

Algo mudou no espartano este ano. Em termos competitivos ao menos. No surf, continua caindo muito da prancha e lhe falta harmonia, embora sobre força, mas é fato que esta mais esperto e competindo melhor, prova disso foi a bloqueada que deu no KS em Fiji, mostrando uma falta de respeito que só os campeões tem, o mesmo pode-se dizer da fase final do evento no Rio, quando não era o melhor surfista (Taj é que era) e mesmo assim, surfou com cabeça, fez nota na hora certa, trocou em horas melhores ainda e levantou um caneco inesperado.


Mick vive altos e baixo em 2014, perdeu para um inspirado campeão Brasileiro, David do Carmos, para ressurgir triunfante em J Bay

Esse ano, graças a problemas no meu escritório, perdi a maioria das baterias do CT RJ, coisas da vida...no pouco que presenciei ao vivo, pude constatar que Medina sofreu uma fatalidade, já que aquela onda que deu a virada ao prego do Travis não quebrou para mais ninguém naquele dia.

Mineiro caiu porque KS vendeu para ele uma onda que não existia. Ele achou o 10 e mais nada digno de nota. Malandragem do careca, que estava desde cedo observando as fechadeiras tortas do postinho e fez uma aposta que pagou bem. Mineiro, não fez nada errado, fez o normal. Caiu na péssima vala que existia em frente ao palanque. Adriano já tinha escutado reclamações mil em outras fases do campeonato, já que uma correnteza forte jogava os atletas para a direita do palanque, onde, inclusive, havia uma boa vala de esquerdas. Motivo pelo qual o diretor de prova, Renato Hickel (substituindo o Conspirador Perrow com uma temerosa praticidade), determinou que ondas surfadas além das boias sinalizadoras não seriam computadas.

Estranhamente o 10 do careca foi surfado além da boia localizada à esquerda do palanque. Como malandramente ele surfou a onda para a esquerda, a visão da juizada foi perfeita e não houve questionamento.

Adriano quando viu a roubada em que estava (uma kombi giga, de 15 lugares), saiu da água e da área de competição para ficar junto do KS, oportunidade em que percebeu que pagou por uma sony para levar uma cce...tanto que só arrancou um tubinho nota 2 e pouco...



Filipe perdeu numa bateria irada contra Bede. Filipe escolheu as menores e mais longas, enquanto o ozzie esperou as bombas. O mar estava acertando e foi show de surf...pena que o brazzo não passou.

Raoni eu só vi na primeira fase, quando fez um tubaço (ou seria tubasso?) para esquerda mas não conseguiu achar a segunda boa. Engraçado foi ver que KS e outros gringos "da moda" recebiam gritinhos da galera por qualquer marola surfada, até saída de onda era recebida com "woohoo"...Já Raoni faz o diabo e neguinho nem vê...vai entender...Fez a melhor bateria sua do ano contra Bourez...perdendo por pouco.

Raoni num dos melhores tubos da primeira fase do WCT RJ.


Alejo, Jadson e Pupo eu só vi no heats on demand...e pude perceber que o segundo e o terceiro perderam para os supervalorizados Jordy e Aritz respectivamente, com o agravante que a primeira onda boa de Jadson (tubo mais 2 manobras) não foi julgada, foi ignorada (nota ridícula demais pra dizer que foi analisada), enquanto Alejo deu azar de Kerr achar as melhores ondas.

Quando acabou o campeonato do Rio, fiquei com uma impressão de que o careca, apesar de não ter feito nada demais, tinha se colocado em posição para arrancar para o décimo segundo título, já que liderava a peleja justamente na véspera de sua fase preferida do tour, Fiji, J Bay e Teahupoo (com Trestles de sobremesa).

No fim, esta impressão, ficou nisso mesmo, já que Bourez mostrou ao KS que a corrida ao título não será como ele planejou e em J Bay um inspirado Matt Wilko barrou novamente o careca precocemente, mas já chego na etapa sul africana.

Será que já deu pro Careca? Vê seu 12º caneco cada vez mais distante...



Fiji este ano comprovou o que os números de Medina já mostram. A derrota precoce em casa para um surfista que não chega perto de seu nível fez Fiji receber um Gabriel nos cascos, pronto para tudo e todos. Daqueles sujeitos que não aceitam o segundo lugar, uma mistura de Senna com Schumacher. Mortal, enfim.
E não deu outra...Vitória com requintes de crueldade para todos os outros...novos e velhos surfistas se viram com 10/15% a menos de projeção, velocidade, controle, táticas...enfim...imbatível. A coleção de escalpos do Medal já é cobiçada por tribos moicanas, tamanha a variedade e qualidade dos exemplares.

A Guarda compartilhada (novamente Mestre Adler) do surf mundial entre novos e veteranos em Fiji esse ano foi algo diferente, já que os moleques mostraram franca evolução numa onda outrora dominada exclusivamente por quem tinha milhagem no pico. E digo mais, os brasileiros (2 deles, com menção honrosa para Filipe) foram os melhores surfistas nesta etapa.

Creio que a única grande ameça à vitória de Gabriel nesta etapa se chamava Adriano de Souza, que estava surfando bem acima da média e perdeu para um surpreendente Kolohe Andino.
Mineiro foi facilmente o melhor surf de costas para onda que Fiji viu em 2014. Foi perfeito e quase derrubou Kolohe. Se tivesse passado, daria mais trabalho ao Gabriel. O surf, neste aspecto, lembra o futebol, já que nem sempre quem esta jogando melhor vence. Esta é a melhor definição para o resultado final da bateria entre Kolohe e Mineiro.

Filipe foi outro brasileiro que teve grande atuação em Fiji. Venceu o experiente Jadson e o marrento Jordy para ser garfado na bateria de 3 atletas contra KS e acabou sucumbindo na repescagem pré quartas. Isto é comum em competições de surf. O cidadão perde por pouco na fase de 3 atletas, as vezes até injustamente, e acaba perdendo melancolicamente na fase de repescagem...merecia mais...mas o US Open já estava no horizonte.

Dantas ainda terá outras chances por ali e Alejo vencendo Pupo vale a revista no heats on demand.

Mineiro tem sido o mais regular dos concorrentes ao título, mas precisa voltar a vencer logo se pretende levantar o caneco da temporada.



J Bay ficou dentro das expectativas de uma onda difícil de ser domada, especialmente pelos goofies e dois dos favoritos chegaram a final, com méritos, diga-se.

Ouso, contudo, discordar do especialista do canal woohoo que afirma que Parko ficou perdido na final...em verdade, ele estava era bem ligado e pecou na parte final de suas ondas, quando quis, em ao menos 2 oportunidades, ficar uma sessãozinha a mais dentro do canudo e morreu lá por dentro transformando notas 8 garantidas em notas 4 ou 5, já que não finalizadas, enquanto Fanning se preocupou com o score da onda, saindo (e completando) o tubo quando deu e garantiu 2 scores logo no inicio da final e matou Parko na esperteza de aproveitar a oportunidade quando aparecia. Parko até escolheu bem suas ondas, maiores e dropadas mais no outside, só não conseguiu finaliza-las.

Alejo foi o grande destaque tupiniquim nesta etapa. Mostrando a velha forma com patadas e rasgadas sempre regadas a muito estilo e força. Faltou reação contra o campeão da etapa nas quartas.

Medina e Mineiro também valem a menção, especialmente o primeiro, que perdeu por pouco numa bateria acirrada com Owen...arrancando um 9 e tal nos segundos finais. De qualquer sorte foram pontos importantes que ambos arrecadaram...

Owen voltou a velha forma. Fez bateria espetacular contra o lider do ranking e venceu!



Mas apesar de tudo, J Bay foi O show de Curren sobre o WCT...parecia o resgate do claim de Elko no meio da selva javanesa, durante uma das etapas em G Land, decretando aos berros "sou 2 vezes mais velho que vocês e entubo 4 vezes mais fundo..."!

Curren, me desculpe a palavra, chamou todos de merda! Caraca, surfou muito mais do que vemos habitualmente no circuito mundial. Mas muito mesmo...

Curren é um KS que chutou o balde! Explico: Curren venceu 2 títulos seguidos, 85/86, e meio que encheu o saco, aparecendo cada vez em menos campeonatos até o abandono do tour em 89 (ano sabático, se preferirem) isso tudo apenas para pintar sua obra prima em 1990, quando venceu o mundial vindo (em várias etapas) desde a triagem, algo como um wild card vencer o campeonato do mundo hoje em dia.

Dito isso, pode-se afirmar que Hardman, Lynch e Pottz tem muito a agradecer ao Curren, já que dificilmente venceriam seus títulos mundiais de 87,88 e 89 respectivamente, caso Tom fosse um faminto como é KS. Quiçá o segundo de Hardman em 91, o primeiro do próprio KS em 92 e o de Derek em 93 também estivessem em risco se a fome de Curren se assemelhasse a do careca. Temos aí, portanto, nada menos que 9 títulos do mundo que poderiam ser de Tom Curren...foda! Da até para falar algo parecido sobre Occy, que neste mesmo período (85/90) se afundava em drogas.

Sua primeira onda em J Bay com uma quadriquilha nos idos de 1992 já apontavam como o mestre supremo naquele pico...




Bom, voltando a peleja do Título Mundia de 2014, liderado atualmente pelo fenômeno de Maresias, Gabriel Medina, como disse lá no inicio do texto, penso que essa sua ligação intensa com a terrinha e sua família pode ser um ponto fraco seu, já que vemos em Mineiro um desapego que lhe permite sair de uma etapa em J Bay e ir para Costa Rica e Indonésia apenas para se preparar para a próxima etapa no Tahiti.

Esta fraqueza pode ser também um fonte de força nos momentos certos, como por exemplo após uma derrota inesperada, como ocorreu no Postinho, ou em suas apresentações em Trestles, quando costuma levar a familia, o cachorro e o piriquito. Mas acho que é uma questão de postura. Você pode apostar que um cara (como KS, Mick, Joel, Taj ou Mineiro) que esta disputando o título mundial não volta pra casa da mãe pra "recarregar" as energias, o cara vai pra algum lugar pra treinar, pra se aprimorar. Maresias tem altas ondas? Tem, mas pra fazer uma fisioterapia o cidadão já tem que pegar uma estrada...Filipinho neste ano, por exemplo pode surfar Trestles de manhã e pegar a melhor clinica do mundo a tarde. Mineiro já fez isso...Posso estar redondamente enganado, mas acho que esta postura deveria se adequar a realidade de sua posição como estrela do primeiro escalão do surf mundial.


Campeão do Mundo...senão este ano, muito em breve.



Este ano Gabriel lidera uma trupe interessante, senão vejamos: Em segundo no ranking temos a cobra criada, campeão do mundo em 2012, Joel, com dois nonos lugares como descartes, e mesmo sem ter vencido, já conta com duas finais no bolso. Em terceiro temos Mick, num ano irregular e já com dois descartes bem definidos, um 13 e um 25 que podem ser bem amargos lá na frente, especialmente se vier outro tropeço. Em quarto temos Taj com uma campanha um pouco pior do que a de Joel, e já com um descarte bem definido, um 13, mas convenhamos, Taj só vencerá o campeonato do mundo quando a ASP fizer uma caridade, estilo 99 e 2000 (Occy e Sunny). Em quinto vem a surpresa do ano, com uma campanha parecida com a de Mick, mas com 3 resultados ruins, ou seja, um deles irá somar. Em quinto temos KS, com apenas um resultado de descarte, tendo pela frente 3 eventos em que costuma ir bem e a Europa que já lhe tirou alguns títulos do mundo e por fim, em sexto, aquele que entendo ser o último concorrente ao título de 2014, Mineiro, sem nenhum resultado "ruim" na bagagem, tendo como piores aparições 2 nonos lugares.

O líder tem um descarte e grandes chances de se distanciar da raça com um resultado mediano no Tahiti apenas para a manutenção da liderança de modo a sair para sua perna preferida do ano em vantagem. Trestles e Europa (lugares onde já venceu) definirão o futuro do jovem brasileiro. Suas chances aumentam consideravelmente se não depender de grande resultado em Pipe, onde surfa bem, mas seus adversários diretos tem histórico infinitamente melhor lá.


JJ é minha aposta para o Tahiti.



Tahiti começa logo virando a esquina da semana com uma previsão interessante não tanto em termos de onda quanto em termos competitivos, já que além desta trupe acima descrita, temos vários cabras bons de onda tubular mal no ranking, como Raoni, Jadson, Saca, Jeremy, Aritz, Kai e Adrian.

Por fim, cabe falar que agora a brincadeira ficou cara para a "Nova ASP". Após bancar sozinha duas etapas, Fiji e J Bay...perguntas no ar:


  • Será que o patrocínio "mãe" da Samsung já cobria esses gastos? 
  • Esses gastos influenciam na realização destas etapas no próximo ano? 
  • Se tudo já estava programado em relação a $$$ porque não incluir em 2015 o G Land Pro, o Puerto Escondido Pro e o Eskeleton Pro bancados pela entidade?




habemos tubos from SURFOCRACIA on Vimeo.


E outra, trata-se de um ciclo de $$$ certo? Se as marcas não precisam mais bancar tantos eventos podem bancar mais e melhor os atletas, certo??? Afinal, nas etapas bancadas pela entidade do esporte, os atletas das marcas estão lá, aparecendo e consequentemente, dando retorno. Trata-se de crescer o esporte, com etapas em lugares melhores, com maior visibilidade e mais dinheiro e com atletas recebendo bem, pois não há esporte grande sem ESTRELAS...fato.


Ranking WCT 2014

1 Gabriel Medina (Bra) 36.150

2 Joel Parkinson (Aus) 34.400
3 Mick Fanning (Aus) 32.650
4 Taj Burrow (Aus) 31.950
5 Michel Bourez (Tah) 30.500
6 Kelly Slater (EUA) 30.350
7 Adriano de Souza (Bra) 30.100
8 Nat Young (EUA) 25.900
9 Kolohe Andino (EUA) 22.500
10 Josh Kerr (Aus) 19.700
17 Miguel Pupo (Bra) 13.700

20 Filipe Toledo (Bra) 12.500
23 Alejo Muniz (Bra) 10.200
28 Jadson André (Bra) 6.750
34 Raoni Monteiro (Bra) 3.000






WCT RIO 2014 II from SURFOCRACIA on Vimeo.