quinta-feira, 14 de agosto de 2014

#4, #5 & #6 - WCT 2014 - DE VOLTA AO TOPO

Após longo e tenebroso inverno volto a publicar alguma coisa aqui no blog. Continuo acompanhando o surf competição, desde as etapas amadoras até a arena do CT, (vide Face e twitter do surfocracia) mas achar tempo para escrever anda cada vez mais difícil...então vamos lá...

Se Gabriel tivesse a personalidade e o desapego familiar que Mineiro tem, cravaria hoje que ele será campeão mundial este ano...mas não ele não tem. Creio que este vinculo com a terrinha e a família, esta "saudade" é o único grande ponto fraco do Medal. Não que seja algo ruim, longe disso, mas não é algo que ajuda na arena de leões que é o WCT. Este é, aliás, o único ponto fraco que persiste mais que uma ou duas etapas (como já disse mestre Adler ao final de 2012 quando Medina estreou chamando a Rainha do North Shore de Comadre). Mas vamos com calma, já volto neste assunto...

LÍDER DO RANKING

Passaram-se 3 etapas desde o último post. Literalmente tivemos mais do mesmo, já que essas etapas consagraram a segunda vitória de Bourez, Medina e Fanning no ano.

A bem da verdade a surpresa mesmo ficou com o Brasil. Quem disse que apostava em Bourez está mentindo, já que nem o próprio devia crer que venceria novamente ainda este ano. Com todo o respeito ao taitiano, ele está concorrente ao título, não é concorrente ao título.

Algo mudou no espartano este ano. Em termos competitivos ao menos. No surf, continua caindo muito da prancha e lhe falta harmonia, embora sobre força, mas é fato que esta mais esperto e competindo melhor, prova disso foi a bloqueada que deu no KS em Fiji, mostrando uma falta de respeito que só os campeões tem, o mesmo pode-se dizer da fase final do evento no Rio, quando não era o melhor surfista (Taj é que era) e mesmo assim, surfou com cabeça, fez nota na hora certa, trocou em horas melhores ainda e levantou um caneco inesperado.


Mick vive altos e baixo em 2014, perdeu para um inspirado campeão Brasileiro, David do Carmos, para ressurgir triunfante em J Bay

Esse ano, graças a problemas no meu escritório, perdi a maioria das baterias do CT RJ, coisas da vida...no pouco que presenciei ao vivo, pude constatar que Medina sofreu uma fatalidade, já que aquela onda que deu a virada ao prego do Travis não quebrou para mais ninguém naquele dia.

Mineiro caiu porque KS vendeu para ele uma onda que não existia. Ele achou o 10 e mais nada digno de nota. Malandragem do careca, que estava desde cedo observando as fechadeiras tortas do postinho e fez uma aposta que pagou bem. Mineiro, não fez nada errado, fez o normal. Caiu na péssima vala que existia em frente ao palanque. Adriano já tinha escutado reclamações mil em outras fases do campeonato, já que uma correnteza forte jogava os atletas para a direita do palanque, onde, inclusive, havia uma boa vala de esquerdas. Motivo pelo qual o diretor de prova, Renato Hickel (substituindo o Conspirador Perrow com uma temerosa praticidade), determinou que ondas surfadas além das boias sinalizadoras não seriam computadas.

Estranhamente o 10 do careca foi surfado além da boia localizada à esquerda do palanque. Como malandramente ele surfou a onda para a esquerda, a visão da juizada foi perfeita e não houve questionamento.

Adriano quando viu a roubada em que estava (uma kombi giga, de 15 lugares), saiu da água e da área de competição para ficar junto do KS, oportunidade em que percebeu que pagou por uma sony para levar uma cce...tanto que só arrancou um tubinho nota 2 e pouco...



Filipe perdeu numa bateria irada contra Bede. Filipe escolheu as menores e mais longas, enquanto o ozzie esperou as bombas. O mar estava acertando e foi show de surf...pena que o brazzo não passou.

Raoni eu só vi na primeira fase, quando fez um tubaço (ou seria tubasso?) para esquerda mas não conseguiu achar a segunda boa. Engraçado foi ver que KS e outros gringos "da moda" recebiam gritinhos da galera por qualquer marola surfada, até saída de onda era recebida com "woohoo"...Já Raoni faz o diabo e neguinho nem vê...vai entender...Fez a melhor bateria sua do ano contra Bourez...perdendo por pouco.

Raoni num dos melhores tubos da primeira fase do WCT RJ.


Alejo, Jadson e Pupo eu só vi no heats on demand...e pude perceber que o segundo e o terceiro perderam para os supervalorizados Jordy e Aritz respectivamente, com o agravante que a primeira onda boa de Jadson (tubo mais 2 manobras) não foi julgada, foi ignorada (nota ridícula demais pra dizer que foi analisada), enquanto Alejo deu azar de Kerr achar as melhores ondas.

Quando acabou o campeonato do Rio, fiquei com uma impressão de que o careca, apesar de não ter feito nada demais, tinha se colocado em posição para arrancar para o décimo segundo título, já que liderava a peleja justamente na véspera de sua fase preferida do tour, Fiji, J Bay e Teahupoo (com Trestles de sobremesa).

No fim, esta impressão, ficou nisso mesmo, já que Bourez mostrou ao KS que a corrida ao título não será como ele planejou e em J Bay um inspirado Matt Wilko barrou novamente o careca precocemente, mas já chego na etapa sul africana.

Será que já deu pro Careca? Vê seu 12º caneco cada vez mais distante...



Fiji este ano comprovou o que os números de Medina já mostram. A derrota precoce em casa para um surfista que não chega perto de seu nível fez Fiji receber um Gabriel nos cascos, pronto para tudo e todos. Daqueles sujeitos que não aceitam o segundo lugar, uma mistura de Senna com Schumacher. Mortal, enfim.
E não deu outra...Vitória com requintes de crueldade para todos os outros...novos e velhos surfistas se viram com 10/15% a menos de projeção, velocidade, controle, táticas...enfim...imbatível. A coleção de escalpos do Medal já é cobiçada por tribos moicanas, tamanha a variedade e qualidade dos exemplares.

A Guarda compartilhada (novamente Mestre Adler) do surf mundial entre novos e veteranos em Fiji esse ano foi algo diferente, já que os moleques mostraram franca evolução numa onda outrora dominada exclusivamente por quem tinha milhagem no pico. E digo mais, os brasileiros (2 deles, com menção honrosa para Filipe) foram os melhores surfistas nesta etapa.

Creio que a única grande ameça à vitória de Gabriel nesta etapa se chamava Adriano de Souza, que estava surfando bem acima da média e perdeu para um surpreendente Kolohe Andino.
Mineiro foi facilmente o melhor surf de costas para onda que Fiji viu em 2014. Foi perfeito e quase derrubou Kolohe. Se tivesse passado, daria mais trabalho ao Gabriel. O surf, neste aspecto, lembra o futebol, já que nem sempre quem esta jogando melhor vence. Esta é a melhor definição para o resultado final da bateria entre Kolohe e Mineiro.

Filipe foi outro brasileiro que teve grande atuação em Fiji. Venceu o experiente Jadson e o marrento Jordy para ser garfado na bateria de 3 atletas contra KS e acabou sucumbindo na repescagem pré quartas. Isto é comum em competições de surf. O cidadão perde por pouco na fase de 3 atletas, as vezes até injustamente, e acaba perdendo melancolicamente na fase de repescagem...merecia mais...mas o US Open já estava no horizonte.

Dantas ainda terá outras chances por ali e Alejo vencendo Pupo vale a revista no heats on demand.

Mineiro tem sido o mais regular dos concorrentes ao título, mas precisa voltar a vencer logo se pretende levantar o caneco da temporada.



J Bay ficou dentro das expectativas de uma onda difícil de ser domada, especialmente pelos goofies e dois dos favoritos chegaram a final, com méritos, diga-se.

Ouso, contudo, discordar do especialista do canal woohoo que afirma que Parko ficou perdido na final...em verdade, ele estava era bem ligado e pecou na parte final de suas ondas, quando quis, em ao menos 2 oportunidades, ficar uma sessãozinha a mais dentro do canudo e morreu lá por dentro transformando notas 8 garantidas em notas 4 ou 5, já que não finalizadas, enquanto Fanning se preocupou com o score da onda, saindo (e completando) o tubo quando deu e garantiu 2 scores logo no inicio da final e matou Parko na esperteza de aproveitar a oportunidade quando aparecia. Parko até escolheu bem suas ondas, maiores e dropadas mais no outside, só não conseguiu finaliza-las.

Alejo foi o grande destaque tupiniquim nesta etapa. Mostrando a velha forma com patadas e rasgadas sempre regadas a muito estilo e força. Faltou reação contra o campeão da etapa nas quartas.

Medina e Mineiro também valem a menção, especialmente o primeiro, que perdeu por pouco numa bateria acirrada com Owen...arrancando um 9 e tal nos segundos finais. De qualquer sorte foram pontos importantes que ambos arrecadaram...

Owen voltou a velha forma. Fez bateria espetacular contra o lider do ranking e venceu!



Mas apesar de tudo, J Bay foi O show de Curren sobre o WCT...parecia o resgate do claim de Elko no meio da selva javanesa, durante uma das etapas em G Land, decretando aos berros "sou 2 vezes mais velho que vocês e entubo 4 vezes mais fundo..."!

Curren, me desculpe a palavra, chamou todos de merda! Caraca, surfou muito mais do que vemos habitualmente no circuito mundial. Mas muito mesmo...

Curren é um KS que chutou o balde! Explico: Curren venceu 2 títulos seguidos, 85/86, e meio que encheu o saco, aparecendo cada vez em menos campeonatos até o abandono do tour em 89 (ano sabático, se preferirem) isso tudo apenas para pintar sua obra prima em 1990, quando venceu o mundial vindo (em várias etapas) desde a triagem, algo como um wild card vencer o campeonato do mundo hoje em dia.

Dito isso, pode-se afirmar que Hardman, Lynch e Pottz tem muito a agradecer ao Curren, já que dificilmente venceriam seus títulos mundiais de 87,88 e 89 respectivamente, caso Tom fosse um faminto como é KS. Quiçá o segundo de Hardman em 91, o primeiro do próprio KS em 92 e o de Derek em 93 também estivessem em risco se a fome de Curren se assemelhasse a do careca. Temos aí, portanto, nada menos que 9 títulos do mundo que poderiam ser de Tom Curren...foda! Da até para falar algo parecido sobre Occy, que neste mesmo período (85/90) se afundava em drogas.

Sua primeira onda em J Bay com uma quadriquilha nos idos de 1992 já apontavam como o mestre supremo naquele pico...




Bom, voltando a peleja do Título Mundia de 2014, liderado atualmente pelo fenômeno de Maresias, Gabriel Medina, como disse lá no inicio do texto, penso que essa sua ligação intensa com a terrinha e sua família pode ser um ponto fraco seu, já que vemos em Mineiro um desapego que lhe permite sair de uma etapa em J Bay e ir para Costa Rica e Indonésia apenas para se preparar para a próxima etapa no Tahiti.

Esta fraqueza pode ser também um fonte de força nos momentos certos, como por exemplo após uma derrota inesperada, como ocorreu no Postinho, ou em suas apresentações em Trestles, quando costuma levar a familia, o cachorro e o piriquito. Mas acho que é uma questão de postura. Você pode apostar que um cara (como KS, Mick, Joel, Taj ou Mineiro) que esta disputando o título mundial não volta pra casa da mãe pra "recarregar" as energias, o cara vai pra algum lugar pra treinar, pra se aprimorar. Maresias tem altas ondas? Tem, mas pra fazer uma fisioterapia o cidadão já tem que pegar uma estrada...Filipinho neste ano, por exemplo pode surfar Trestles de manhã e pegar a melhor clinica do mundo a tarde. Mineiro já fez isso...Posso estar redondamente enganado, mas acho que esta postura deveria se adequar a realidade de sua posição como estrela do primeiro escalão do surf mundial.


Campeão do Mundo...senão este ano, muito em breve.



Este ano Gabriel lidera uma trupe interessante, senão vejamos: Em segundo no ranking temos a cobra criada, campeão do mundo em 2012, Joel, com dois nonos lugares como descartes, e mesmo sem ter vencido, já conta com duas finais no bolso. Em terceiro temos Mick, num ano irregular e já com dois descartes bem definidos, um 13 e um 25 que podem ser bem amargos lá na frente, especialmente se vier outro tropeço. Em quarto temos Taj com uma campanha um pouco pior do que a de Joel, e já com um descarte bem definido, um 13, mas convenhamos, Taj só vencerá o campeonato do mundo quando a ASP fizer uma caridade, estilo 99 e 2000 (Occy e Sunny). Em quinto vem a surpresa do ano, com uma campanha parecida com a de Mick, mas com 3 resultados ruins, ou seja, um deles irá somar. Em quinto temos KS, com apenas um resultado de descarte, tendo pela frente 3 eventos em que costuma ir bem e a Europa que já lhe tirou alguns títulos do mundo e por fim, em sexto, aquele que entendo ser o último concorrente ao título de 2014, Mineiro, sem nenhum resultado "ruim" na bagagem, tendo como piores aparições 2 nonos lugares.

O líder tem um descarte e grandes chances de se distanciar da raça com um resultado mediano no Tahiti apenas para a manutenção da liderança de modo a sair para sua perna preferida do ano em vantagem. Trestles e Europa (lugares onde já venceu) definirão o futuro do jovem brasileiro. Suas chances aumentam consideravelmente se não depender de grande resultado em Pipe, onde surfa bem, mas seus adversários diretos tem histórico infinitamente melhor lá.


JJ é minha aposta para o Tahiti.



Tahiti começa logo virando a esquina da semana com uma previsão interessante não tanto em termos de onda quanto em termos competitivos, já que além desta trupe acima descrita, temos vários cabras bons de onda tubular mal no ranking, como Raoni, Jadson, Saca, Jeremy, Aritz, Kai e Adrian.

Por fim, cabe falar que agora a brincadeira ficou cara para a "Nova ASP". Após bancar sozinha duas etapas, Fiji e J Bay...perguntas no ar:


  • Será que o patrocínio "mãe" da Samsung já cobria esses gastos? 
  • Esses gastos influenciam na realização destas etapas no próximo ano? 
  • Se tudo já estava programado em relação a $$$ porque não incluir em 2015 o G Land Pro, o Puerto Escondido Pro e o Eskeleton Pro bancados pela entidade?




habemos tubos from SURFOCRACIA on Vimeo.


E outra, trata-se de um ciclo de $$$ certo? Se as marcas não precisam mais bancar tantos eventos podem bancar mais e melhor os atletas, certo??? Afinal, nas etapas bancadas pela entidade do esporte, os atletas das marcas estão lá, aparecendo e consequentemente, dando retorno. Trata-se de crescer o esporte, com etapas em lugares melhores, com maior visibilidade e mais dinheiro e com atletas recebendo bem, pois não há esporte grande sem ESTRELAS...fato.


Ranking WCT 2014

1 Gabriel Medina (Bra) 36.150

2 Joel Parkinson (Aus) 34.400
3 Mick Fanning (Aus) 32.650
4 Taj Burrow (Aus) 31.950
5 Michel Bourez (Tah) 30.500
6 Kelly Slater (EUA) 30.350
7 Adriano de Souza (Bra) 30.100
8 Nat Young (EUA) 25.900
9 Kolohe Andino (EUA) 22.500
10 Josh Kerr (Aus) 19.700
17 Miguel Pupo (Bra) 13.700

20 Filipe Toledo (Bra) 12.500
23 Alejo Muniz (Bra) 10.200
28 Jadson André (Bra) 6.750
34 Raoni Monteiro (Bra) 3.000






WCT RIO 2014 II from SURFOCRACIA on Vimeo.

terça-feira, 6 de maio de 2014

#2 e #3 - WCT 2014 - AINDA NO TOPO


Pelo segundo ano consecutivo o Brasil receberá o Circuito Mundial de Surf com um Brasileiro no topo do ranking. Neste ano receberemos a etapa com a liderança de ambos os rankings da Nova ASP.

Após 3 etapas, ao menos na minha visão, o novo formato de transmissão mais agradou do que desagradou. O fato de ter as mesmas caras e vozes transmitindo as etapas do mundial acredito que ajuda. Costumo ver as transmissões em inglês, portanto não sei como está a situação em Português (não parecia ok na primeira etapa, considerando o áudio vazado no você tubo da Nova ASP na primeira etapa...).

No caso da transmissão em inglês, só falta o Barton Lynch. Aliás, como modo de transmissão a ASP poderia copiar, literalmente, tudo que foi feito naquele Prime de Trestles que o Pupo ganhou, para mim a melhor transmissão da web jamais feita.

#2 ETAPA

A segunda etapa do mundial de surf 2014 aconteceu na região de Margareth River, oeste australiano. Lugar de agua gelada, grandes e poderosas ondulações e grandes tubarões brancos. Tirando a agua gelada, nada mais apareceu durante a etapa. Embora disputadas em boas condições, nem de longe o mar ficou clássico nos picos escolhidos para a etapa: Margareth River, The Box e North Point.




A vitória coube ao Taitiano Michel Bourez, cuja reconhecida força sobre a prancha encaixou perfeitamente nas paredes volumosas do pico principal (Margareth River). Venceu merecidamente, mesmo caindo repetidamente nas suas finalizações. Crescer em ondas rasas do Tahiti também o ajudou quando a etapa foi transferida para a onda conhecida como The Box.

Aliás, cabe aqui menção honrosa ao ex-Conspirador (atual Imperador), mais conhecido como Kieran Perrow, pela decisão de mudar o campeonato para The Box, mesmo que por apenas uma fase. Legal mesmo seria se mudassem para North Point, mas valeu pela iniciativa.

Considerando que TODOS sabiam que o evento poderia ser transferido para outros picos da região foi até certo ponto um vacilo dos brasileiros não terem dado uma queda sequer no pico antes das baterias daquela fase.

Como vimos, especialmente com Pupo, os caras aprendem rápido e após algumas vacas já estavam conseguindo entubar, mesmo que a questão do posicionamento ainda estava longe do ideal.

Os únicos que se posicionaram corretamente foram Kerr, Parko e Yadin...o resto fez os tubos mais na técnica do que no conhecimento...Josh Kerr, o segundo na prova, foi de longe o melhor atleta em The Box, se o restante do campeonato fosse ali, ele seria franco favorito, mas como a prova voltou para o pico principal, o australiano na final, embora surfando bem, ficou em desvantagem ao rabiscar as paredes enquanto seu seu adversário literalmente as desfigurava.

No fim, esta mudança para The Box serviu mesmo para limar os brasileiros da prova, já que todos estavam indo muito bem no Point de Margareth e foram "pegos de surpresa" com a mudança de ares, mas acho que serviu como lição a todos.

Margareth River marcou o retorno de Bede ao pódium. foto: cestari


Medina, que escapou da guilhotina em The Box graças a uma belíssima atuação na fase 4, indo direto para as quartas de final, acabou por ali mesmo, quando fez sua pior apresentação do ano, ao não se achar contra Kerr. E o detalhe é que mesmo sem se achar muito, Medina poderia facilmente ter vencido a bateria, já que não precisava de tanto no final.

Outro ponto que chamou a atenção nesta etapa foi a repetição da bateria entre Taj "local" Burrow e Bede Durbidge. O motivo foi que Taj teria enroscado sua perna na cordinha de Bede numa boa onda que havia escolhido. Até aí tudo bem, mas o que fica realmente no ar é se isso teria acontecido se Bede fosse a vítima...

Kelly Slater, famoso carecones, para mim foi o grande destaque em Margareth River. É sabido de todos que KS tem como meta vencer ao menos uma vez em cada lugar que o Circuito Mundial passa. E desta vez parece que ele estava com a sorte do seu lado, mesmo não fazendo apresentações soberbas, foi passando as baterias elevando o nível em cada uma delas, chegando ao ápice ao abotoar mais uma vez Joel Parkinson nas quartas de final.

Acabou perdendo para o campeão na semi final, mas achei que KS fez uma apresentação decente, especialmente por não ter tido a oportunidade de surfar The Box (onde certamente se destacaria) e pelo tipo de onda que Margareth River é, volumosa e imprevisivel. KS fez um resultado mesmo estando fora de sua zona de conforto. Resultados como esse é que fizeram falta em sua campanha ao título de 2013. É bom Gabriel e Adriano, reais concorrentes ao título, ficarem de olho, pois mais uma quartas de final para o careca no Brasil pode abrir caminho para a fase tubular do circuito com o Floridiano em excelente posição no ranking.

KS deixou a Quik em 01/04, e a empresa teve um azar quase que imediato no WCT, já que nenhum de seus atletas foi adiante da terceira rodada da competição...karma carequiano...

KS sem o logo da Quik. Foto: Cestari



Pelo que se fala o careca irá lançar uma marca própria. Bom para ele, mas acho que seria muito mais interessante para o esporte que ele descolasse um outro patrocínio, e desta vez de fora do esporte. Somente KS seria capaz de atrair uma ESSO da vida, ou qualquer outra grande empresa de fora do meio...

#3 ETAPA

Em Bells o atual campeão mundial, Mick Fanning, mostrou sua força e levantou pela terceira vez o sino da etapa mais tradicional do mundo do surf derrotando na final Taj Burrow, que mais uma vez parecia que ia...mas morreu na praia, mesmo com a melhor onda da final no bolso.

O campeonato em si não foi dos melhores para os brasileiros, mas Bells esse ano demonstrou e confirmou várias coisas, entre as principais estão a boa fase de Pupo, a naturalidade de Medina na posição de nr. 1 e a excelência do surf de Mineiro numa das ondas mais tradicionais do Circuito Mundial.




Acho que o grande assunto do campeonato foi a nota não dada para Jordy Smith na bateria contra a Diva Julian Wilson. Jordy fez tudo que podia ser feito numa onda, com estilo, força e fluidez, com o agravante de que se tratava de uma onda tudo ou nada para o sul africano, nos momentos finais de uma bateria bem disputada. A nota foi 0,04 abaixo do esperado...

Essa situação é mais do mesmo, na realidade. Desde sempre reclamo aqui dos critérios de julgamento adotados. Se é para ser subjetivo, porque não deixar a juizada ver a onda de vários ângulos? Porque não isola-los para que não possam ser influenciados pelos sons da torcida e da locução oficial?

A onda em si, não valia 10, nem 8, nem nada disso...valia a virada. Bom para a Diva que iniciou seu ano competitivo nesta terceira etapa, caindo apenas na semi final. Dizem que faltou o claim para Jordy...





Em Bells vimos um raro erro não forçado de KS, pois perdeu para JJ por erros próprios, numa bateria que estava em sua mão, para sua sorte, Medina já tinha caído fora, Joel e Mineiro caíram na mesma fase e Fanning ainda não tinha resultado decente para somar.

BRASILEIROS

Raoni Monteiro - Raoni ainda não passou baterias no CT 14. Ainda há tempo, mas é preciso reagir. Em Margareth se esforçou ao ponto de fincar as quilhas e os pés nas pedras, mas perdeu para o surf alisabel do CJ, também conhecido como Claim Já Hobgood. Talvez tenha escolhido demais suas ondas, mas demonstrou que poderia ir mais longe. Já em Bells, após uma primeira fase com pouquíssimas ondas surfadas (inclusive por seus adversários) perdeu para Kai Otton na escolha de ondas e principalmente por ter caído numa onda crucial, faltando menos de 10 minutos para o fim. No Rio encara logo de cara Medina e Ace, dois dos destaques do ano passado. Como o mar não parece que vai reagir tanto assim, acredito que Raoni tenha mais chances na fase tubo do tour, no Tahiti e Fiji.

Alejo Muniz - O catarinense parece realmente sem sorte neste inicio de ano, após perder para Pupo precocemente na Gold Coast acabou se machucando nos treinos para Margareth River e não competiu nas etapas #2 e #3 do circuito. No Rio pega Nat Young e Miguel Pupo. Segundo vem divulgando nas redes sociais esta finalizando sua recuperação na Argentina. Dependendo de como chegar aqui é osso duro.

Filipe Toledo - Filipinho esta evoluindo de maneira assombrosa este ano. Pode não ter feito grandes resultados ainda, mas esta mostrando manobras de WCT, com força, estilo e fluidez, principalmente força. Sua bateria da fase 2 em Bells é para ficar assistindo várias vezes, bem como sua derrota em The Box. Perdeu para Mineiro de forma duvidosa em Bells, mas foi daquelas derrotas que fortalecem, não obstante a indignação de Ricardinho. Como já falei não é uma questão de como, mas de quando. No Rio Filipe pega Aritz e Julian. Toledo é forte candidato a levantar seu primeiro CT nesta semana. Olho nele.

Jadson André - Não foi tão bem em Margareth como eu esperava, mas perdeu sendo mal julgado em Bells. Ainda precisa melhorar suas rasgadas de back side, mas é visível sua evolução na fluidez e ao linkar uma manobra a outra. No Rio pega Owen e Michael. Será uma bateria dura, mas considerando as previsões do mar, sou mais Jadson. Esta na hora de revermos o potiguar voar!

Miguel Pupo - Em grande fase, competindo como poucos e mantendo seu estilo irretocável, Miguelito rema a braços largos para um confortável lugar entre os Top 10 do mundo. Perdeu de forma digna em The Box, mostrando como aprende rápido e se tivesse mais uma bateria ali daria muito mais trabalho. Em Bells mostrou força contra o rookie Atkinson, mas sucumbiu perante uma Diva em forma e querendo mostrar serviço. No Rio cai com Alejo e Nat Young. Miguel esta em momento melhor que ambos, e acho que é favorito na primeira fase.

Adriano desenhando o que poucos sabem em Bells. foto: Cestari



Adriano de Souza - Após a sequência irretocável de pódiuns até o evento da Gold Coast, Adriano obteve mais um resultado interessante, 5 em Bells. O 9 em Margareth River deve ser descarte. De Souza tem sólida liderança no WQS (o que pouco lhe importa) e consta como sexto do mundo no ranking principal. Surfou bem na costa Oeste Australiana mas foi um daqueles que foi caiu pela inexperiência em The Box. Se jogou como de costume, mas pelo visto, naquele lugar o que conta é quilometragem na onda e não só atitude. Em Bells apresentou a classe que vem o caracterizando naquela onda e aumentou sua contagem de escalpos nacionais, coisa que já o vitimou no passado. Em 2011 quando liderou a bagaça pela primeira vez sofreu na mão dos conterrâneos. Desta vez barrou um inspirado Filipe Toledo e depois impôs seu jogo sobre o atual número 1 do mundo, também conhecido como Gabriel Medina. No Rio cai logo na primeira bateria do campeonato contra Sebass e seu amigo Tiago Pires. Eu diria que dentre os brasileiros é o que tem missão mais difícil, pois ambos seus adversários já conquistaram bons resultados no postinho e são exímios tube riders, mesmo nas fechadeiras da Barra. Como finalista do ano passado é justo pensar num grande resultado do Mineiro em aguas nacionais, quiçá a volta a liderança do tour.

Gabriel Medina - Após a histórica vitória na Gold Coast Medina teve a postura e o sangue frio para garimpar mais dois resultados significativos na manutenção de sua liderança do circuito mundial, já a mais longa da história dos atletas da terrinha. Ao meu ver seu ponto alto como líder do ranking foi justamente a primeira bateria que disputou em tal posição, contra JJ e Andino, oportunidade em que podemos observar que seu arsenal de aéreos continua em dia. Em Bells deixou-se levar numa disputa de remada com Mineiro que lhe custou tempo e principalmente energia. No Rio encara Ace e Raoni. O primeiro tem contas a acertar com Medal pela questão da interferencia mal sinalizada ano passado e o segundo simplesmente não tem nada a perder, o que pode o tornar ainda mais letal. É a situação que Gabriel sempre sonhou, ser o líder do mundial, mas como consequencia é a posição mais assediada, é o escalpo mais valioso. Até aqui parece que o jovem paulista tem lidado bem com a situação. Me parece que ele quer vencer esta etapa em casa mais do que qualquer outra e é bem possível que esse desejo se realize.


#MEDINALÍDER. Foto: Cestari



RESULTADOS #2 ETAPA:

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1 - MICHEL BOUREZ
2 - JOSH KERR
3 - BEDE DURBIDGE
3 - KELLY SLATER
5 - GABRIEL MEDINA
9 - MIGUEL PUPO
9 - FILIPE TOLEDO
9 - ADRIANO DE SOUZA
13 - JADSON ANDRÉ
24 - RAONI MONTEIRO


RESULTADOS #3 ETAPA:

1 - MICK FANNING
2 - TAJ BURROW
3 - JULIAN WILSON
3 - JJ FLORENCE
5 - ADRIANO DE SOUZA

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terça-feira, 25 de março de 2014

#1 - WCT 2014 - TOPO DO MUNDO

O Brasil domina os 2 rankings mundiais! Gabriel Medina lidera o ranking do WCT e Adriano de Souza lidera o ranking do WQS

Histórico!

Esse inicio de temporada, aliás, tem sido digno do apelido dado para a trupe nacional no circuito mundial. Storm. Na base da porrada, temos nada menos que 30% de brasileiros entre os top 10 de ambos os rankings...não, não é pouco.




A primeira etapa do WCT de 2014 foi histórica. Nas palavras de Jad Smith, foi uma das maiores vitórias da história do surf. Foi carregada de emoção, viradas históricas e zebras. Mas vamos com calma.

Antes de mais nada interessante observar que lá na Austrália os caras tiveram que recorrer a $$$ pública, BOQ - Bank of Queensland, smj, me parece no mínimo, de economia mista...Teco sabia disso há tempos...abre o olho de seu RH ZOESEA

Quanto a nova plataforma da ASP, acho que teve mais prós do que contras, mas a ASP tem que aumentar dados nas suas transmissões...ficar falando só sobre o surf de fulano e ciclano em bases subjetivas é chato, vide o presente blog. 

Informações como velocidade do cara, tempo de tubo, mais e mais ângulos, especialmente on board e aéreas tem que fazer parte do show. Coloquem lá GPS nas bóias, micro câmeras nas lycras, dá-se um jeito. E já que falam de prancha porque não dar uma força e deixar uma declaração do próprio shaper pré gravada e editada, falando da bóia, posição, tamanho e quantidade de quilhas, volume, borda, rabeta, etc...

A velocidade dos vídeos é um dos pontos negativos, o contrato com o youtube pode ter beneces, mas velocidade não e uma delas especialmente no heat on demand...sugiro dar uma olhada no site da Band. Os vídeos do "Custe o que Custar" baixam em segundos...

Se no futuro a ASP pretende comercializar pacotes para a transmissão das etapas é importante ir praticando a relação de consumo que já existe com os fãs. Qualquer mudança tem que ser consultada...enquetes são ferramentas importantes para entidades como a ASP...


 

Há de se ter ainda o compromisso de filmar todas as ondas por ao menos 3 ângulos no minimo...e não só pro publico, deixar o juiz julgar sem provas é uma coisa tão irreal que é difícil pra um advogado imaginar...tem que deixar os caras falarem a nota que acham que é independente da diferença entre eles...Quero muito ver um cara dar 10 e outro 8,5.

O excesso de comerciais foi muito mal falado nas redes sociais, já que tem tanta propaganda, deixa 5 min entre baterias para isso e diminui os anúncios durante o heat...

SURF

Deixaram Kieren, o Conspirador com o poder de decidir quando a raça entra na agua...me desculpem os fãs do Kieran (acho que é só o Gilvan), mas acho arriscado deixar um cara que praticamente só se destacava em mares bons decidir esse tipo de coisa. Caras como Hardman e Freedman, imagino, tem muito mais jogo de cintura que Perrow para decisões como essa.

O inicio do campeonato foi bem morno. Resultados dentro da normalidade, com exceção de um apático Jordy, um reforçado backside de Patacchia, tudo correu como o esperado. Mick perder para Reynaldo não é zebra. De estranho a insistência da juizada em premiar o surf alisabel do CJ...

Na fase 2 tivemos uma zebra do tamanho de um paquiderme com Travis eliminando JJ. E Tiago Pires eliminando Jordy Smith. Não que o portugues não tenha surf para eliminar Jordy, longe disso, mas Jordy vinha inflado para esta temporada, enquanto Pires volta de lesão das mais graves e quase um ano sem competir. Filipe perder para Crews também foi estranho...Vale mencionar que Mineiro venceu Aritz, mas com muita reclamação dos fãs do Europeu numa onda que realmente foi julgada abaixo do que merecia...Coisas que mostram como Mineiro é, de fato, um dos grandes, contra quem não basta vencer...tem que convencer.

 

Na fase 3 é que as coisas realmente começaram a ficar interessantes. Após batalhas bem legais, como a dos powers Fred x Michael, a dos freaks Mick x Dane, tivemos um confronto que mostrou como forças outrora equivalentes hoje estão bem distantes.

Na bateria contra Adriano, Flores mostrou que estava atento à prioridade e impediu Mineiro de ir numa onda. O francês só não esperava uma reação tão imediata e proporcional do brasileiro que devolveu na mesma moeda a atitude, só que numa onda de potencial muito maior e já com uma manobra boa na conta. Jeremy reclamou, mas a realidade é que não se brinca com Mineiro assim, ainda mais na especialidade dele. 

Mas o legal mesmo da fase 3 veio nas duas últimas baterias. Primeiro Miguel deu aula de competição em Owen. No melhor estilo KS, ele fez um somatório razoável logo no inicio e deixou o ozzie nas cordas o tempo todo. Acabou extraindo a melhor nota do dia do adversário (mostra a força com que Owen retorna) mas não o suficiente para a virada sobre um Pupo muito mais forte e preciso no trato às direitas.

E finalmente o empurrãozinho no Joel, o Querido. A primeira nota do ex campeão do mundo passou longe dos 7 e pouco recebidos. Azar do estreante Atkison que surfou para vencer e convencer mas não levou justamente por ser estreante contra um dos top 5.

O bicho pegou mesmo no dia final. Preparo físico foi a palavra de ordem.

Miguel Pupo estava com surf para fazer as finais, mas a bateria extra contra Kerr, apesar do show, lhe custou energia essencial para as quartas contra Joelito.

Mineiro, que assim como Medina pulou a fase 5 com uma boa carimbada no careca pôde repetir a dose contra KS no mesmo dia. Desde 2010 que o sanguinolento não sabe o que é vencer mineiro numa heat homem a homem...só faz isso com o careca quem pode...não se engane.

Os gringos (especialmente Ross Willians) falaram muito que Medina estava aprendendo a perder, que em cada derrota aprendia alguma coisa e motrava maturidade e bla, bla, bla. Bom, então...nessa etapa ele não aprendeu nada. 


 

No mesmo dia ele bateu o atual campeão do mundo por duas vezes, a eterna promessa Taj e o ex campeão do mundo, todos australianos, todos com conhecimento e finais de sobra nesta onda.

Na final venceu de virada, contra um local, praia cheia e precisando trocar duas notas pra tentar qualquer coisa...Gabriel chegou ao topo do mundo. Emocionante...A principal arma de Gabriel neste evento não passou desapercebida. Apesar de extremamente radical e de manobras violentas, seu surf estava com os pés no chão. 

Com a maestria que lhe é contumaz, Tulio Brandão descreveu o que chamo de Síndrome de Jadson. Que nada mais é que um passo atrás da entidade (ASP) para segurar os acrobatas do surf. Se deixassem que aéreos rodando na finalização gerassem notas acima de 8 Jadson já era campeão do mundo, já que foi (é?) o melhor finalizador do Tour em ondas para a esquerda.

Gabriel preferiu finalizar as ondas com batidas e reentries ao invés dos voos que estávamos acostumados a ver, cuja margem de acerto já chegavam a incríveis 80%. É até estranho falarmos que o surf que vimos de Medina nesta etapa foi convencional, mas foi. Apesar de impressionante, foi o surf convencional e bem executado que venceu.

Ainda mantenho a opinião de que as atividades fora da agua podem prejudicar a concentração do atleta, mas uma coisa é certa, todos vão querer o episódio do "Mundo Medina" relativo a esta vitória...

BRASILEIROS

Alejo Muniz - O catarinense continua com a linha impecável e manobras explosivas, mas terá que afinar sua escolha de ondas para subir no ranking. Principalmente após uma queda numa onda boa, como aconteceu contra Pupo. Cair nunca é uma boa neste nível de competição, mas é preciso ter poder de reação.



Alejo. Foto. K. Scholtz




 

















Filipe Toledo - O homem de uma onda só. Exagero meu, claro. Mas Filipe não conseguiu 2 boas para seu somatório nesta etapa. Tinha um 8 alto na primeira e não conseguiu outra para somar. Seu destino seria outro caso fosse direto para a fase 3...prova disso foram as expressions sessions. Não se achou na bateria da fase 2, acontece. Ver a evolução competitiva de Pupo é uma boa para o jovem Toledo...quando ele acha 2 boas é osso segura-lo.




F. Toledo. foto: K. Scholtz


 



















Raoni Monteiro - As marolas de snapper pareciam fracas para empurrar o power surf do local de Itaúna. De repente uma repaginada nas bóias é o caminho. Outros materiais, sei lá...surf todos sabemos que ele tem, mas Raoni parecia mais lento que o normal, e isso muitas vezes é culpa do equipamento. Margareth River fará bem a Raoni...vai vendo.






Raoni. foto. P. Felizardo


 


Jadson André - Definitivamente o lugar deste potiguar é ali...entre os melhores. Em ondas que permitem um ataque agudo e vertical Jadson sempre se destaca. Perdeu para o melhor backside de 2013, Nat, o Jovem. E perdeu surfando bem. É outro que se encaixará bem em Margareth River.





Jadson. Foto. K. Scholtz


 




















Miguel Pupo - Mudou para melhor. Se submeteu a uma cirurgia na boca visando melhorar sua respiração e, aparentemente, funcionou. O filho do vala parecia que tinha um turbo na primeira etapa do WCT 2014. Manteve a classe que o caracteriza, mas esta com um surf mais forte, arcos mais bem definidos e principalmente, BASE. Repararam como Miguel caiu pouco da prancha? Foi malandro em optar por utilizar prancha de um shaper local (JS). Não o mesmo que sacaneou Mineiro ano passado (DHD, vide Fluir 340). Mas funcionou. Jamais dependerá do cara, já que tem um shaper de primeira linha em casa, mas é bom melhorar seu arsenal conforme o pico em que compete. (valeu @Hyurimaccari)





Miguel Pupo. Foto. K Scholtz


 


















Adriano de Souza - 3 etapas, 3 pódiuns. Foda? Não para Mineiro. Final num reef break, final num beach break e semi final num point break. Ritmo. As opções que Adriano fez para 2014 deram resultado imediato. Mais tempo de Hawaii nunca é demais. Seu desafio agora é a manutenção dessa regularidade. Fanning fez escola e acho que esse ano Mineiro será mais carne de pescoço do que nunca. KS sabe disso e desejaria enfrentar Mineiro com 20 anos a menos nas quilhas...





Adriano de Souza. Foto. K. Cestari


 

















Gabriel Medina - O atual campeão mundial pro-jr é líder do mundial. Pode até não ser esse o ano do Medal, mas e daí? Ele foi campeão mundial pro-jr ano passado. Olha a idade do moleque! Seu rival mais parecido, JJ, tem 3x menos vitórias do que ele...A questão é a evolução de Medal e equipe. Enquanto Medina fez o que a juizada queria ver e não o que podia fazer. Charles, a exemplo de Peterson Rosa na histórica semi final do WCT Rio 2013, se controlava e não demonstrava nada do que estava sentindo, apesar de ser alvo constante das câmeras locais. Não se enganem, tudo isso conta...e como.






Gabriel Medina. Ganhei?!? Foto. K. Scholtz






 















Quiksilver Pro Gold Coast 2014

1 Gabriel Medina (Bra)
2 Joel Parkinson (Aus)
3 Taj Burrow (Aus)
3 Adriano de Souza (Bra)
5 C.J. Hobgood (EUA)
5 Mick Fanning (Aus)
5 Kelly Slater (EUA)
5 Miguel Pupo (Bra)
9 Fred Patacchia (Haw)
9 Mitch Crews (Aus)
9 Nat Young (EUA)
9 Josh Kerr (Aus)