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segunda-feira, 7 de maio de 2012

PRIME TRESTLES - doMEDINAtion

Impossível escrever qualquer coisa sobre a performance de Gabriel Medina em Trestles esta semana sem se empolgar e muito. Veni, vini, vici. Venceu o Prime de Trestles com atuações soberbas em momento ótimo. Chega ao Brasil sob os holofotes e aparentemente, faminto.








Iniciemos pelos números, em 7 baterias disputadas, 20 notas acima de 8. Quer mais? Pois que tal 5 das 6 melhores ondas dos campeonato, e mais, 5 das 8 melhores médias do evento (valeu 
Trombonera), é mole? Dominação total e absoluta do garoto dourado de Maresias. Não acredita em mim? Basta conferir, esta tudo lá, on demand: http://www.nikelowerspro.com/on-demand/

Repetindo o que já disse antes, o moleque é um fenômeno, não há outra palavra, um virtuoso do esporte que Deus colocou na família certa, na hora certa e na praia certa para desenvolver todas as habilidades que hoje espantam o mundo.

Medina foi o melhor em tudo em Trestles, com uma autoridade que os gringos nunca viram em um cara não americano ou não australiano. Gabriel hora alguma fez cara de amigo, de parceiro, nada disso, concentrado, compenetrado ao extremo, levou para Califa tudo aquilo que lhe fazia bem, família toda mesmo. Dormindo na hora certa, acordando na hora certa, se alimentando direito...by the book...diria.





Se ano passado o Brasil se fez presente no melhor estilo infantaria, com 6 entre os 8 finalistas desta mesma etapa do mundial, neste ano a tempestade foi de um homem só. E que tempestade!

Arrisco dizer que este ataque singular fez mais estragos nas mentes dos competidores, juízes, público, ASP, patrocinadores, enfim no mundo do surf (aquele que era do tamanho de uma ervilha até outro dia...) do que o ataque "de galera" do ano passado.

Nesta oportunidade ficou mais que evidente que temos um "real deal", bem a exemplo do video que a Nike fez com os caras falando das mudanças que Tom Curren promoveu no esporte Estadudinense, pois "finalmente eles tinham um real deal, alguém que era, de fato, um concorrente às vitórias e ao título". E isso mudou muita coisa por lá, devia mudar aqui também...se souberem aproveitar...

Os dois únicos caras que chegaram perto de Gabriel neste campeonato foram Dane Reynolds e Jota Jota. Jamais ousaria comparar o surf desses 3...mas é fácil constatar que o melhor competidor é o brasileiro.
Reynaldo já até pendurou as quilhas e João João é contumaz vítima de baterias mal competidas e pelo visto Gabe terá comemorado seu título mundial antes que o russo havaiano aprenda...






Uma das virtudes de Medina serve bem para exemplificar o que digo. Reparem como Gabriel da o sangue pela primeira onda e pela disputa de remada. Os locutores cansaram de falar da agressividade da remada do homem gol de Maresias. Alguns acham isso negativo. Eu não! Medina faz o mesmo com qualquer um, sanguinolento ou não. Glenn Hall por exemplo, me pareceu, ter perdido a cabeça com a remada agressiva apresentada pelo homem gol desde o primeiro segundo da final. Deu chilique e tudo rapaz! 

Entrar na cabeça do adversário é uma das especialidades do careca, a ponto dos caras entrarem para a bateria praticamente derrotados. Medina fez isso em Trestles. 

A cara de desconcerto do Dane Reynolds depois dos dois esculachos que levou na sua própria casa tinha que entrar para a retrospectiva 2012 da Globo no final do ano. Impagável! To falando do Dane, bem entendido? Tem noção?....

Falando do careca, um fenômeno que aflige o Floridiano se repetiu com Medina. O brasileiro, ontem, começou a perder nota por ser quem é, e não pelo que faz na onda! " já está sendo julgado pelo o que é capaz de fazer e não pelo que faz… Lembra algum Careca diabolico ? " diria mestre Adler via twitter...

Não podemos esquecer as excelentes atuações de Heitor Alves e Tomas Hermes neste Prime. 
O atual campeão nacional estava com um surf muito encaixado em Lowers, ocupando a onda direitinho, voando quando tinha que voar e descendo a porrada quando tinha que bater. O catarinense perdeu por detalhe para o sortudo do irlandês chiliquento ainda na repescagem pré oitavas, mas garantiu 1.300 pontos que podem ser importantes no final do ano.




Heitor também merecia mais. O Cearense esta com uma batida de backside de dar orgulho a nação. E demonstrou nas canhotas que esta em plena forma. Estou ansioso para vê-lo nas esquerdas Arpexianas. Perdeu, na mesma fase que Tomas, para Dane Reynolds numa bateria em que o americano não surfou tão bem. Faltou um pouco de sangue frio e uma série de ondas a mais na bateria para passar. 



Entre os gringos, quem pode esquecer do Occy? 46 anos e algumas das melhores pancas de backside do campeonato. Fácil.



E que venha o Billabong WCT Rio!

RESULTADOS:

1 Gabriel Medina (Bra)
2 Glenn Hall (Irl)
3 John John Florence (Haw)
3 Adrian Buchan (Aus)
5 Dane Reynolds (EUA)
5 Tanner Gudauskas (EUA)
5 Jeremy Flores (Fra)
5 Patrick Gudauskas (EUA)
17 Tomas Hermes (Bra)
17 Heitor Alves (Bra)
25 Alejo Muniz (Bra)

37 Raoni Monteiro (Bra)

37 Jessé Mendes (Bra)
37 Jano Belo (Bra)
49 Miguel Pupo (Bra)
49 Hizunomê Bettero (Bra)
49 Jerônimo Vargas (Bra)
49 Wiggolly Dantas (Bra)
49 Willian  Cardoso (Bra)
73 Alex Ribeiro (Bra)
73 Caio Ibelli (Bra)
73 Ricardo dos Santos (Bra)
73 Filipe Toledo (Bra)
resultados: waves




domingo, 4 de março de 2012

WT 2012 - MALDITOS ARBITROS!


Taj Burrow levantou o caneco da primeira etapa do WT 2012. 
Numa final muito polemica o australiano derrubou o melhor surfista do campeonato, Adriano de Souza. 

Adriano de Souza. Esse menino só nos dá orgulho! Outra final. foto: http://quiksilverlive.com/progoldcoast/2012/photos%2c161.pt.html



Antes de falar desta bateria e da polemica em si, gostaria de demonstrar alguns dados colhidos pelo providencial heat review. 

Notas acima de 9 do campeonato: 
  • Fase 1 - 6º Bateria - KS, Tubão no inicio, finalizando com reverse; 10º Bateria - Bourez, tubão de saída e bofetadas; 12º Bateria - Florence + Snapper rodando;
  • Fase 2 - 2º Bateria - Taj, 2 fortes no outside (a segunda espetacular, bem na cara do Dane) e mais 5 bem definidas no inside; 5º Bateria - Jordy, 5 manobras fortes, nada demais (8,5 tops); 7º Bateria - Kerr, tubão de inicio e 2 boas;
  • Fase 3 - 10º Bateria - Wilson exagero, foi um 7 alto, na moral, depois de uma primeira manobra fortissima, outras 4 convencionais. Wilson de novo e outro exagero, iniciou forte de novo e só (quem joga truco sabe o quanto vale a primeira). Dolly, digo, Melling pelo critério da bateria era um 9 mesmo, até melhor do que os 9 do Julian, as 2 primeiras foram iradas;
  • Fase 4 - 4º Bateria - Taj, 4 manobras, primeira e última estúpidas!;
  • Fase 5 - 3º Bateria - 10 do Parko, talvez a analogia mais interessante com o 9 da final. Era onda de inside também, e com 6 manobras, como a do Taj. Só que enquanto Burrow repetiu 3 vezes a mesma manobra, parko veio variando com mais força e velocidade, além de iniciar forte e finalizar forte;
  • QUARTAS - 1º Bateria - Adriano,  aéreo monstro no inicio, finalizando com outro; 
  • FINAL - Taj, sem manobras fortes de inicio, sua primeira mais ou menos foi a terceira, quando emendou mais 5 boas, embora convencionais, com a última sendo um reverse. (7,5 ou 8 tops).


Conclusão: Mudança de critério injustificada. A exceção da nota 9,43 de Taj Burrow na final, em todas as outras notas acima dos 9 pontos deste campeonato o surfista começou com uma manobra forte ou um tubo.




Como no futebol, árbitros (perderam a moral para serem chamados de Juizes) deviam aprender a não se complicar. 

Se durante todo o evento, inclusive no dia da final, o critério para uma nota excelente (acima de 9) era começar forte e finalizar forte, porque muda-lo na final? Ou melhor na semi final, já que o 8 alto do Taj é uma piada, não contou com manobra forte de inicio e acabou valendo um décimo a mais que o 8 alto do Jordy Smith, muito melhor surfado, com mais variedade e criatividade.

A bateria final foi surfada bem por ambos os atletas, o que destoou foi a nota 9 do Taj, se ela fosse adequadamente julgada, como uma das melhores do dia, diga-se, seria uma nota 8, ou 8,5 talvez, o que quer dizer que a última onda do Adriano, nota 7 e pouco, que achei justa, seria mais do que suficiente para lhe garantir a vitória.




A exemplo do que já ocorreu aqui no Brasil (Owen x Mineiro), nos EUA (Mendes x Gudauskas) os juizes acham que sabem o que o público quer. Acham que o público, leigo ou não, quer ver o seu atleta, do seu país, erguendo a taça. Tolos!

O verdadeiro esportista quer ver a lisura do esporte, quer ver o melhor vencer. Quer presenciar a conquista que só o esporte pode oferecer e garanto que a grande maioria, apesar de torcer para um ou outro atleta, não se importaria com o resultado hoje, desde que o melhor tivesse vencido.

O sabor que fica é amargo, poderia ser doce. Malditos Árbitros!

BRASILEIROS

Adriano de Souza - Esta mudando a forma de um planeta observar o surf do Brasil e seus atletas. Garra, determinação, confiança...esta tudo ali. Se continuar com esse fogo, arrisco dizer que chega a Bells para tomar a liderança (que lhe seria de direito) do circuito. Fez sua segunda final neste evento, na última vez que o mar ficou realmente bom neste campeonato de Souza estava na final. Covardemente foi lhe tirada a vitória hoje, mas tenho certeza de que vai levar essa etapa um dia. 
Teve vitórias significativas neste campeonato. Marcou território ao barrar o rei dos 6 estrelas Andino, deu 2 tapas com luva de pelica na cara de um de seus mais mais ferozes adversários, Owen e finalizou abotoando Kerr numa clara inversão de papéis, explico, durante anos os surfistas tupiniquins foram acusados de serem previsíveis e repetirem sempre os mesmos movimentos, nesta semi, o brasileiro era a estrela criativa enquanto o gringo era o one trick poney. Até Sean Doherty conseguiu ver a diferença entre os caras e fazer seu único comentário coerente em quase 10 dias de transmissão, um record! 




Miguel Pupo - Outro que sofreu com o garfo arbitral. Venceu sua bateria da quinta fase contra Ace Buchan, mas não levou. Ace recebeu um empurrão nota 7 com 3 manobras. Teve revista especializada que chegou a elogiar a atuação do australiano, dando-lhe uns km/h a mais do que realmente conseguiu fazer, mas a verdade é que Pupo levou aquela bateria e do jeito que vinha era bem capaz de apavorar Burrow nas quartas. 
Quando falei dos top 34 disse que um dos poucos pontos fracos do surf do jovem Pupo era seu backside. Ainda acho isso. Acontece que o ponto fraco do moleque bate o ponto forte de muito operário do tour. Tomara que me surpreenda novamente em Bells.

Heitor Alves - Com o surf de costas para a onda no nível de excelência que sempre o caracterizou, começou bem 2012 com um nono lugar. Esta é a analise de resultado do cearense. Mas a bem da verdade Heitor pouco mostrou após passar (e muito bem) por Jeremy Flores na terceira fase. É admirado por todos do circuito, especialmente de costas para a onda. Tem que querer mais em Bells.




Raoni Monteiro - Iniciar o ano sem apoio é dureza. Vida que segue, Monteiro começou mostrando experiência para barrar dois moleques na primeira fase. Na terceira fase, contra Jordy Smith, só achou uma boa faltando 7 minutos para o fim, e mesmo precisando de pouco, foi bloqueado pelo sul africano na onda em que acertou um lindo aéreo. Alguém avisa ao Eike a oportunidade de fazer $$$ que ele contrata Raoni na hora...

Gabriel Medina - Pressão! Ela muda as coisas...Medina confessou que se sentiu um pouco nervoso, apesar de ser uma pessoa naturalmente calma. Surfou bem na primeira fase, mas Raoni competiu melhor e na segunda fase acabou perdendo para Yadin Nicoll por puro acidente de percurso, já que o australiano não fez nada demais e Medina acabou com a melhor nota da bateria. Aguardo grandes coisas do Medal ainda na ilha continente...




Alejo Muniz - Estava um pouco preocupado com o catarinense. Sua lesão do ano passado o impediu de competir em Noronha. Mas Alejo chegou nos cascos em Snapper e continua com a linha e estilo impecáveis. Falhou na parte tatica neste evento, especialmente naquele capitulo "Malandragem e afins". Faltou malandragem para o jovem Muniz na sua bateria da segunda fase contra o sul africano Travis Logie, após ter sido surpreendido na bateria da primeira fase pelo compatriota Heitor Alves. Se ele tivesse feito um movimento para esquerda durante o drop da última onda de sua bateria contra Travis, teria colocado o adversário em interferencia e passado o heat. Reclamou, mas não adiantava...

Alejo aprendeu uma coisa ou outra sobre malandragem nesse evento. foto: http://waves.terra.com.br




Jadson André - Evoluir é preciso. Jadson provou que é capaz disso. Desde que começaram a criticar aspectos de seu surf, o incansável potiguar só faz evoluir. O backside de Jadson em ondas gordas ainda precisa de reparos, principalmente cutbacks, snapback e rasgadas. Enquanto sua batida de costas para onda esta entre as melhores do circuito, as demais armas do arsenal estão demasiadamente fracas. Completou as melhores manobras de sua bateria de estreia, mas sempre em ondas curtas. Fez uma bateria equilibrada contra Jeremy na segunda fase, mas um canudo deu a vitória ao francês. 

GRINGOS

Taj largou na frente e como de costume é um dos candidatos óbvios ao caneco. Mudou de equipamento e todo mundo esta falando que ele esta surfando melhor. Não vi diferença alguma, sinceramente. Nem entendo porque estão todos falando mal das Firewire. Quando Taj começou a usa-las todo mundo só sabia elogia-las, foi o polaco pegar umas do Mayhem para surfar e pronto... ouro virou chumbo. 
No fundo, no fundo, pouco tem a ver com a bóia, mas sim com a $$$$ do contrato de exclusividade. 




Joel fez o primeiro dez sem tubos desde Medina em Imbituba 2011. Foi pisoteado por Jordy Smith, mas até ali estava com o surf mais bonito do evento.

Jordy Smith esta com aquele estilinho esquisito, mas esta com mais vontade do que em 2011, olho nele em Bells. Foi garfado na semi final...




Josh Kerr, muitos acham que ele é só aereo, o verdadeiro e único one trick poney. Concordei com essa maioria até o ano passado. Kerr mostrou que pode entubar em qualquer tamanho e parou de alisar as ondas até o aereo, incluindo belas rasgadas e batidas a sua rotina. Venceu o careca e ganhou moral, mas Mineiro mostrou que ainda falta algo para ser um top 5.

João João - na segunda bateria dele neguinho já mostrava video com "melhores ondas de JJ em 2012", tenha dó! Foi bom ele perder logo na terceira fase. Para sair um pouco do foco pós temporada havaiana (onde ele quebrou muito, mas muito mesmo). Se chegar em Bells anonimo pode sair campeão.

KS continua? com certeza. foto: http://waves.terra.com.br
Careca Sanguinolento - O Surf Competição aguarda uma decisão do Sr. Robert Kelly Slater. O atual campeão do mundo continua o mesmo...talvez melhor. Ele já venceu mundiais começando a temporada mal, começando bem, nem começando...então a derrota nas quartas não quer dizer nada...deve ir a Bells normalmente, e ninguém estranhara se balançar o sino de novo.



Resuldado do Quiksilver Pro 2012

1 Taj Burrow (Aus)
2 Adriano de Souza (Bra)
3 Jordy Smith (Afr)
3 Josh Kerr (Aus)
5 Kelly Slater (EUA)
5 Owen Wright (Aus)
5 Adrian Buchan (Aus)
5 Joel Parkinson (Aus)
9 Miguel Pupo (Bra)
9 Heitor Alves (Bra)
13 Raoni Monteiro (Bra)
25 Gabriel Medina (Bra)
25 Jadson André (Bra)
25 Alejo Muniz (Bra)


Taj começa 2012 na frente. Providencial para o patrocinador dele este resultado...não?. foto: http://waves.terra.com.br

sábado, 4 de fevereiro de 2012

WS PIPE - FLORENCE ESPETACULAR

Quando um moleque, russinho e franzino, espantou o mundo ao competir (e bem) num Pipemasters com 13 anos de idade, poucos pensaram no que estaria por vir.
Alguns poucos refletiram sobre o quão bom esse moleque, russinho e franzino, poderia se tornar morando no North Shore de Oahu.
O moleque continua russinho e franzino...mas seu surf...

Pancho não fez a final, mas deu seu show enquanto esteve no campeonato. foto: waves.com





Seu surf (em ondas de consequencia) desafia, impressiona e convence os Deuses do esporte.
Mestres em cilindros aquáticos móveis prestam toda a atenção possível no moleque predestinado...

Este WS Pipe que a Volcom promoveu (muito bem diga-se, transmissão, vídeos, fotos) teve alguns atrativos sem igual. As ondas grandes e perfeitas impressionaram a todos, inclusive locais e presenteou o público com um dos melhores campeonatos já realizados nas areias da rainha do North Shore. Dias com excesso de ondas, tubos inacreditaveis e vacas assustadoras foram a regra.



Outra coisa muito legal neste evento foi a excepcional vontade de competir apresentada por alguns atletas.
Ilustres desconhecidos fizeram seu nome neste evento como Carlos Munoz, Tanner Henrdrickson e Billy Kemper que surpreenderam. Ex competidores em atividade também relembraram seus bons tempos, como Chris Ward, Dean Morrison e Tim Reyes.

Além disso, Free Surfers confessos como Jamie O e Bruce Irons não demonstravam esta vontade de competir há muito tempo. Pareciam que estavam no Pipemasters e a vitória era a única coisa que viam.
Aliás, isso só engrandece a vitória do russinho franzino.




João João perdeu porque quis durante o Pipemasters, ao cometer um grave erro de prioridade justamente contra o maior imperdoável de todos os tempos, KS, o sanguinolento.

Já no evento seguinte mostrou que é bom aluno e aprende rapidamente com seus erros. Competiu impecavelmente, passando em segundo e fazendo o seguro quando não dava para vencer e sendo implacável e fulminante quando as oportunidades para virar um heat surgiam, como visto e revisto na final.

Ricardo dos Santos foi o melhor brazzo na prova. foto: waves.com


Os brasileiros que se inscreveram infelizmente não foram bem. Ricardinho dos Santos foi o único que conseguiu avançar. Durante sua bateria entrou a maior série do campeonato, sendo justo afirmar, sem exageros, que séries de ao menos 15 pés varreram todos da bateria. Ricardinho passou anotando apenas uma onda, um 8 alto muito bem surfado. Numa bomba de cerca de 10 pés, o catarinense mostrou a classe contumaz, que já le rendeu uma vitória no prestigiadissimo trials de Chopes.





A bateria final renderia um filme. Jamie O disparou na frente com 3 ondas surfadas à perfeição para Pipe, com dois 9 e um 8 praticamente tinha liquidado a fatura. Nat Yeomans era carta fora do baralho. Kai Barger quis se levantar com um 8 alto, tomando um cala boca do Jamie O mais faminto que se tem notícia, com um 9,47, que merecia 10.
Kai não se deu por derrotado e desceu uma bomba nota 9,33 em seguida, mas ainda perdia para Jamie O por 0,27. A briga parecia entre esses dois.
João João fez um 6 e pouco para finalmente sair da kombi que Jamie O estava impondo. Pouco adiantou já que O´Brien fez uma onda 9,93 em seguida...pouco antes do Florence show começar...





Faltando cerca de 5 minutos João João some no útero de uma besta mutante e sai para levar o primeiro e único 10 da bateria. A diferença era tanta que mesmo com o 10, Jamie ainda levava o heat por 1,20 pontos.
Os preguiçosos ponteiros do relógio mostravam menos de 1 minuto.
Quando Florence já cumprimentava seu vizinho pela vitória entrou uma série final. Numa ferrenha disputa de remada, João João despencou numa direita de 8 pés, colocou no trilho e pouco depois da baforada saiu com os braços levantados (brazilian claim style) sob os urros da galera na praia. Nota 9,93, levando o evento e vendendo 3 kombis num ato só!





Coisa de gênio...seria Florence o anti-Medina?
Esses dois farão história, e tenho dito!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

ESPERANDO POR PIPELINE

Este Pipemasters 2011 não definirá o título mundial, já entregue duas vezes para o KS no episódio mais constrangedor da história da ASP, mas além de ser a etapa de maior prestígio do circuito mundial, ela ainda definirá quem leva o Rookie of the Year, quem serão os Top 32 e principalmente, reputações.

Pipeline é o lugar para se construir ou para se destruir uma reputação. A temporada não começou lá essas coisas, mas se o mar subir de verdade, alguns moleques terão pela frente a chance de se provar e calar a boca de muitos gringos que adoraram apontar o dedo para a nova geração brazuca e dizer, só são bons em beach breaks, ou alimentar ainda mais estes dizeres.

foto: surfline.com

Temos história nas ondas grandes como nação, mas em Pipeline nossos competidores nunca conseguiram fazer grandes apresentações, salvo honrosas exceções. A nível de resultado no tradicional evento havaiano temos a final com o Pepê Lopes em 76, semi do Bronco em 94, semi do Herdy em 96, semi do Renan Rocha em 2000 (com Herdy em 5º surfando muito), e semi do Paulo Moura em 2004, mas apenas o primeiro e os dois últimos resultados foram em Pipe de verdade.

Entre os moleques o único que não precisa provar nada é John Florence. Todos os demais ainda precisam construir uma reputação em ondas de verdade.

Desde que perdeu para Jadson na final do WT SC o careca criou esse papinho chato de que "se fosse em Pipe ou Chopes seria diferente".

No meu modo de ver, o que KS insistentemente (sempre que perde para brasileiros) tenta dizer quando afirma que "gostaria de enfrentar os brasileiros em Pipe ou Chopes" é o reconhecimento de que perdeu uma parte de seu reino. Em beach breaks, onde já foi rei, de onde veio aliás, o careca sanguinolento não manda mais, lá quem manda é um bando cangaceiro repleto de moleques com menos de 25 anos. 

Mas também é a afirmação de que em determinadas condições o rei quer provar sua majestade. Põe a prova sua coroa em Pipe porque ali, o malicioso hendecampeão sabe que não será derrotado por um bando, sabe que poucos moleques terão um relacionamento intimo com a canhota mais assustadora de Oahu. 

Pipeline é onda de pouquíssimos Reis. É necessário domar a danada para se dar bem no lugar, não adianta, tem que ter intimidade, se sentir bem para ir bem. J. Florence é príncipe ali, mas a rainha pode se engraçar com Owen, Gabriel, Miguel, Alejo, Mineiro, Jadson, assim como pode esmaga-los. Os estragos que o temperamento de Pipe podem causar são grandes e podem ser permanentes.

Por fim, acho que quando o careca perde em ondas de fundo de areia para um brasileiro e afirma que se fosse em Pipe seria diferente ele espera que um brasileiro NÃO seja capaz de fazer com ele o que AI fez no vídeo abaixo. O careca na sua zona de conforto, surfando perto de seu melhor, colocando todos os outros 3 competidores em combinação, toma uma virada histórica, com 3 ondas espetaculares de Andy Irons.

Eu acho que ele pode se surpreender...ai ele finalmente terá que mudar o discurso. Não estou afirmando que os brasileiros irão bem na próxima etapa do WT, mas após 3 vitórias em ondas totalmente diferentes, alguém pode me culpar por ter esperança?





nesse link tem a mesma final onda a onda:

http://youtu.be/JYvfpAQbMw4

domingo, 16 de outubro de 2011

WT PORTUGAL - PRIMEIRO PIPENICHE

Após algumas horas (a madrugada toda) de espera, por volta das 10 da manhã do horário de verão de Brasília a primeira bateria do Rip Curl Peniche Pro 2011 foi para a agua. Este ano tem tudo para ser o melhor de todos os eventos já disputados em Peniche. As previsões de onda e de vento estão excelentes e a verdadeira face da Pipeniche ainda esta por ser revelada.

Uma pintura disfarçada de foto. Peniche. foto: transmissionpause



Joel Parkinson x Jadson André x Fred P. O havaiano fez uma bateria discreta e não arranjou nada demais. O australiano achou duas boas e o brasileiro só uma. Apesar dos brados da galera no twitter achei as notas de Joel e Jadson justas. Apesar da onda do Jadson ser ligeiramente maior e o aéreo muito melhor que o do Joel em sua nota 9 e pouco, o tubo do brasileiro foi um pouco mais curto. Joel ainda achou outra onda nota 8 para passar para a terceira fase. Se Jadson tivesse outra excelente até valia discutir centésimos pela segunda do australiano, que não foi um 8,5, mas foi melhor que o seis alto do Jadson, que salvo engano foi dado após um tubo fechado (vou rever esta onda). Foi uma pena pois o potiguar esta afiado. Amanhã tem mais uma chance.

Miguel Pupo x Julian Wilson x Adam Melling. O último foi chamado as pressas para substituir o estrelinha do Dane Reynolds que alegou problemas pessoais para não disputar a etapa. Prejuízo para o público. Adam é um bom surfista, mas é o exemplo clássico do operário que nunca arranjará nada no WT, longe do que Reynolds poderia proporcionar ao aficcionado público português.
Pupo fez um belo tubo de back seguido de um aéreo, nove alto para ele (maior nota do dia), Julian apresenta a mesma forma da semana anterior na França. No final da bateria Pupo acabou sofrendo uma pancada da própria prancha, shit happens, ainda precisava de um sete baixo, achou uma boa esquerda, um belo tubo, mas não mto profundo, seis alto para ele e Julian na terceira fase. Pupo de posse da maior nota deve ter sentido o gosto amargo da derrota, coisa normal. O negócio é sair de cabeça erguida e pegar duas boas na próxima.

Josh Kerr saindo de mais um tubo perfeito em Peniche.


Taj Burrow x Taylor Knox x Daniel Ross foi uma bateria bem chata, comparada as duas anteriores. O que houve de mais interessante na bateria não foi devidamente mostrado na transmissão, que foi a interferência do Taj. Ross levou.

Owen Wright x Pat Gudauskas x Justin Mujica. Tem quem não goste do estilo do Owen, eu me amarro, principalmente nas direitas. Na minha opinião é um dos caras que bate mais forte e mais reto de costas para as ondas, começou com um oito alto. e controlou bem a disputa até o final.

Cris Davidson x Jordy Smith x Francisco Alves.
Não vi direito. Minha net travou. Gostei da entrevista do Davo, sempre muito legais. Jordy perder aqui é estranho. Pode ter dado adeus ao evento.

Travis Logie x Kelly Slater x Bruno Santos. O careca é circense. Num tubo impossível ele consegue sair, a prancha infiel, não, ele ve a galera e manda um hang loose...tira onda o KS. Mas esta bateria contava ainda com o sul africano Travis Logie, cara de manobras feias e base firme, bom de tubo, e Bruno Santos, nome que já significa tubo no mundo do surf. É lembrado junto com Bruce, KS, JJ, JOB e poucos outros, quando o papo é fazer tubos, de qualquer tamanho. Bruno esta na história da ASP e do surf nacional. Na bateria o brasileiro saiu de um bom tubo numa esquerda e teve sua nota achatada. KS fez um 9 (que ele mesmo achou overscored) e estava com um segundo score baixo. Bruno precisava de um 7,11 e simplesmente não vieram mais ondas. Como bem disse Julio Adler, tenho pena de quem pegar o Bruno amanhã.

Adriano de Souza x Matt Wilkinson x J J Florence. É a segunda vez que ouço que J J quer ser chamado de John. Imagina aqui no Brasil um cidadão chamado João João? Eu se fosse ele pegava o apelido do John Gomes, que deixou de ser Boy há um tempão. Espero grandes coisas de Johnny Boy Florence num lugar chamado Super Tubos. Convenhamos, é a especialidade do moleque. Matt surfa melhor do que compete. As vezes ele parece um operário, mas é um pouco melhor que isso, pelo menos é inventivo. Mineiro demorou para pegar a primeira, qdo pegou foi uma fechada, quando foi pegar a segunda, não saiu do tubo, enquanto seus adversários já tinham duas sólidas. Não parecia ser dia de Mineiro. Faz tempo que não é dia dele...Matt Wilko levou. Azar de quem pegar Johnny Boy na repescagem.

O publico invadiu as areias de Super Tubos. Eu achei que ficou irado o ângulo. Medina andando sobre um mar de gente.


Gabriel Medina x Raoni Monteiro x Tiago Pires. É impressionante como a torcida gosta do Saca. Parece o tratamento que o Teco recebia aqui no Rio em 91. Não sei se isso ajuda mais que atrapalha. Medina ta no rip. Não tenho outra palavra para descrever um cara que impressiona toda vez que entra na agua, começou a peleja com um 9 (não sabe brincar esse Gabriel). Raonisurfada para arrancar um 8 alto e fechar o caixão com mais duas kombis na fatura. Saca estava puto com alguma coisa. Acho que nem pode ser os juizes, porque ele não completou nada na bateria.

KS olhou com atenção a bateria do golden boy. Saiu sem ter o que falar, o moleque entuba pros dois lados tão bem quanto voa.


Kieren Perrow x Bebe Durbidge x Damien Hobgood. Foi uma bateria razoável, algumas notas boas. Kieran só pode fazer estragos em mares tubulares, e estava fazendo, até Damien se levantar faltando 5 minutos pro fim. Começou rolar uma marcação entre Damien e Kieran, coisa normal, como Mineiro tanto tenta explicar para o careca, acabou sobrando espaço para Bede pegar uma direita realmente boa, ficou faltando tempo para achar outra de qualidade.

Michel Bourez x Heitor Alves x Brett Simpson. Heitor esta vindo de lesão e não pode ser cobrado. Michel não achou nada e Brett fez a mala. Simpo surpreende sempre nas fases 1 e 2, depois some.

Mick Fanning x Adrian Buchan x Kai Otton, 3 aussies loucos para esquecer a goleada sofrida por sua seleção de rugby diante da Nova Zelândia, logo cedo. Altas ondas num fim de tarde mágico em Peniche. A primeira metade da bateria foi de Ace e a segunda de Mick que virou a bateria com suas duas únicas ondas surfadas (pegou a terceira faltando um min pro fim e vacou), isso que Ace tinha um 9,5 no bolso. Mick com o melhor custo benefício do evento até então. Ace deve ter se sentido como Pupo mais cedo. Acho que Ace devia estar ainda mais furioso já que tinha um bom back up.

Raoni fez um bonito papel em sua bateria. Mas Medina estava com a macaca.


Ultima do dia, ufa, Alejo Muniz x Dusty Payne x Josh Kerr. Dusty só perdeu desde que apanhou do careca naquela semi final no Prime US Open. Hoje ele perdeu surfando bem pelo menos, esta começando a se recuperar daquela surra. Kerr continua surfando no nível de top 10. Alejo foi esperto ao pegar o rabo de uma onda que era fechada para Kerr, mas não achou nenhuma outra de qualidade.

Confrontos da Segunda Fase:

JORDY SMITH X BRUNO SANTOS
TAJ BURROW X FRANCISCO ALVES
ADRIANO DE SOUZA X JUSTIN MUJICA
MICHEL BOUREZ X ADAM MELLING
ALEJO MUNIZ X FRED P
ADRIAN BUCHAM X J J FLORENCE
HEITOR ALVES X TIAGO PIRES
BEDE DURBIDGE X KIEREN PERROW
RAONI MONTEIRO X KAI OTTON
JADSON ANDRÉ X DUSTY PAYNE
MIGUEL PUPO X TRAVIS LOGIE
TAYLOR KNOW X PAT GUDAUSKAS

Mick surfou dois high scores e uma vaca. Suficientes para sua classificação.

domingo, 18 de setembro de 2011

1º DIA WT TRESTLES - MUITO MERRECA

No WT NY li e ouvi muitos reclamarem que depois das condições épicas do Tahiti as disputas em ondas de um metro, mesmo que bem alinhadas, não tinha graça alguma.
Naquele momento discordei, inclusive escrevi que é necessário ter "pistas" diferentes para eleger o real campeão mundial de surf, que deve ser o atleta que consiga surfar melhor em diferentes condições, que consiga se adaptar melhor que os outros.
Mas hoje vendo as sofríveis condições do primeiro dia de competições do WT Trestles, tenho que dar o braço a torcer, realmente não teve graça alguma.
As series demoradas tornaram as disputas sonolentas e mesmo as baterias com brasileiros não conseguiram prender a atenção do mais aficcionado fã do esporte.


Merrecas em Trestles Foto: site do campeonato.


A previsão realmente não é das melhores, e este domingo pode ter sido um dos melhores dias de ondas até quarta feira.
Logo no inicio os juízes deram a indicação do tom dos julgamentos. Exatamente como fizeram ano passado, quando valorizaram mais o surf de linha do que o "above the lip". Lembram que o KS tava voando a torto e a direito até a fase dos 12 e ficou furioso ao perder para Owen? Os juizes deram a letra para ele e o careca venceu.
Neste evento, não obstante estarmos diante de uma das ondas mais high performace do mundo, aereos não valem tanto quanto uma boa rasgada. Gosto de quem mescla os dois estilos, mas, aparentemente não é o que os juízes estão querendo ver.


A transmissão http://www.hurley.com/hurleypro/live-portuguse.cfm, esta horrível.
Em inglês ficou sem som quase o tempo todo, e em português os mesmos puxa saquismos de sempre, com exceção do André (não sei o sobrenome dele) ex pro carioca, que até tentava contrariar os juízes, mas logo depois da mordida, assoprava, falando que respeita o trabalho dos juíze s, que não é juiz e tal.
Temos que acabar logo com isso, o cara que é juiz esta sujeito a criticas e reprovações, não concordo com a nota dada, qual o problema de se falar isso?
Eu também não sou juiz, mas surfo há mais de 20 anos e posso ter minha opinião sobre o julgamento, ainda mais quando são evidentes os empurrões dados pelos juízes a determinados atletas.
Palmas para a iniciativa de entrevistas em português na areia. Mas podiam ter pego alguém melhor para fazer isso. Faltou criatividade e espontaneidade nas entrevistas.


Brasileiros


Tudo mudou de ultima hora e aquela previsão que fiz perdeu-se por completo, já que todos os confrontos tupiniquins mudaram.
O dia começou com Jadson André encarando Joel Parko e Travis Logie.
Novamente Jadson ganhou mas não levou. Parko pegou a melhor onda da bateria, mas sua onda da virada foi ridícula e não daria a virada em ninguém. Isso sem falar que as ondas do Jadson não foram devidamente valorizadas. Mesclou direitinho aéreos com rasgadas e batidas mas não convenceu os juízes.


pelo jeito a idéia dos armários colou. Problema para eventos móveis. Foto: site do campeonato


Heitor foi outro prejudicado pelo julgamento, embora a distancia que Jeremy Flores abriu garantiria a vitória mesmo que tivessem dado a nota correta para a melhor onda do Heitor. Foi o 7,6 melhor surfado que já vi, dois aéreos diferentes completados com perfeição no inicio e fim da onda, com rasgadas como recheio.
Esta bateria ainda tinha J. J. Florence que, como todos os estreantes, caiu para a repescagem.


J.J. como todos os estreantes, surfou bem, mas foi mandado para repescagem. WT não adianta surfar bem, tem que surfar muito. foto: site do campeonato.
Raoni foi talvez o brasileiro melhor julgado hoje. Não passou sua bateria porque se empolgou após duas manobras iradas, caindo na terceira, se voltasse tinha passado. Taylor levou com Bede em terceiro. Raoni esta surfando muito mais solto e veloz desde que garantiu sua reclassificação. Que continue assim, afinal temos outro corte no final do ano.


ao contrário de NY, Mineiro foi o único brazzo a passar direto para a terceira fase. Foto: site do campeonato.
Adriano de Souza e Gabriel Medina praticamente duelaram homem a homem, já que Dusty não achou nada. Adriano mostrou a Gabriel que no WT o buraco é mais embaixo e surfou muito para levar sua bateria. Até porque se assim não fosse, Medina teria levado, pois lutou até o fim e acertou tudo que tentou, a diferença ficou na escolha de ondas. Adriano soube escolher as melhores e levou. Mas foi uma bela estréia do Freak. Como a competição deve ser quase toda disputada em merrecas, azar de quem for enfrenta-lo nas próximas fases.


Miguel estreiou surfando bem, mas não o suficiente. Foto: site do campeonato.


Em seguida, Miguel Pupo demonstrou aos babacas do Fantasy que não é versão pobre de ninguém e também surfou muito em sua estreia. Pecou um pouco nas finalizações, após iniciar espetacularmente suas ondas. Alejo também surfou muito bem, o problema foi que Julian Wilson estava com a macaca e fez mais de 16 pontos nas suas duas primeiras ondas.


Gringos


Bom, como falei, empurraram o Joel para a segunda fase e fizeram o mesmo com Owen e KS. KS sofreu a virada de Machado na ultima onda, e veio na onda imediatamente atrás. Deram a virada para ele, mas quem levou mesmo foi o Machado. Owen também virou sobre Pat Gudauskas na última onda, e levou por 0,30 pontos.
Julian Wilson e Josh Kerr confirmaram a excelente fase que vivem e Michael Bourez surfou muito nas merrecas e não reclamou desta vez, acho, porque o som falhou na hora da entrevista.


Julian Wilson foi o destaque gringo deste domingo. foto: site do campeonato.
Espero que a transmissão melhore no decorrer da semana, coisa que as ondas não farão, segundo a previsão apresentada durante a transmissão.

BATERIAS DA SEGUNDA FASE:

MICK FANNING X ROB MACHADO
ADRIAN BUCHAN X CONNER COFFIN
BEDE DURBIDGE X TOM WHITAKER
DAMIEN HOBGOOD X ADAM MELLLING
ALEJO MUNIZ X J. J. FLORENCE
GABRIEL MEDINA X TRAVIS LOGIE
KIEREN PERROW X TIAGO PIRES
RAONI MONTEIRO X KAI OTTON
JADSON ADNRÉ X DUSTY PAYNE
HEITOR ALVES X MIGUEL PUPO
CHRIS DAVIDSON X DANIEL ROSS
PAT GUDAUSKAS X FRED P