sábado, 30 de março de 2013

CAIU NA NET XLIV - 002 SURF

Segundo mestre Adler, trata-se do "Cult-Surf-Video menos visto da historia."
Bom, vamos mudar isso, não vamos?
É um clássico, usei minha cópia VHS até literalmente estourar...uma das melhores trilhas sonoras da história dos filmes de surf, um dos melhores Mundaka jamais filmados, Grillo julgando a miss bikini, Percy quebrando no Guarujá, Teco e Fabinho em passagens que merecem ser revistas, finalizando com a mítica Pelicano Point...
Divirta-se



002 Surfe from Julio Adler on Vimeo.

SURF AO VIVO AGORA - 3 ESTRELAS ARGENTINA

quarta-feira, 13 de março de 2013

WCT GOLD COAST - FAIXA CARIMBADA

Slater venceu! Sai na liderança do circuito de 2013 com o escalpo do campeão e terceiro colocados no mundial de 2012 no bolso...já vimos essa história, né? umas 11 vezes ao menos...




O resultado final da primeira etapa do mundial de surf 2013 ficou estritamente dentro do esperado e confirmou aquilo que já dizíamos por aqui desde a publicação da análise dos TOP 34 2013. KS só deixou escapar seu 12º Título Mundial porque cometeu erros durante a última temporada que ele não costuma cometer. Deixou espaços, portas abertas, nas quais, naturalmente, os melhores e mais atentos atletas se aproveitaram para beliscar a corrida do título (Parko e Fanning).

Defendi o careca quando ele, deselegantemente, justificou para todos ouvirem, durante a premiação e entrevistas do Pipemasters, que ele tinha perdido e não Joel vencido. Escrevi aqui neste blog que foi exatamente isto que aconteceu. E cá pra nós, deselegante mesmo foi o dedo que o Parko mostrou quando o KS utilizou a regra da prioridade durante a final.

foto: http://instagram.com/p/WyFoVEjblh/












What Goes Around Comes Around from Surfing Life on Vimeo.


A última etapa do ano passado deixou aquela impressão que ocorre quando um pugilista se prepara para desafiar o campeão, mas acaba perdendo uma luta preliminar com um coadjuvante, após um soco perdido no ar. Aquela impressão que o campeão de verdade seria aquele que saísse vencedor numa disputa homem a homem entre o campeão (líder na última etapa: Parko) e o desafiante (vice-líder na última etapa: Slater).




Kerr que me desculpe, mas ele foi esse tal coadjuvante ao derrotar Slats na semi final do Pipemasters 12. Não questiono o título do Parko, até porque ele teve méritos durante toda a temporada para vence-lo, apenas afirmo que se tivesse ocorrido a final entre os dois o atual número um seria o Alien Floridiano e não o Marrento Australiano.

Nem vou entrar no mérito se o Parko como pessoa é um babaca ou se é um santo. Para chegar neste nível, nenhum dos dois deve ser flor que se cheire. O ponto que quero levantar é que 2013 tem tudo para ser um ano memorável na disputa do Título Mundial de Surf.

Temos um campeão em forma e cheio de vontade de se provar (Parko), um 11 x campeão mordido e cheio de vontade de provar que o título do primeiro foi acidente de percurso (Careca, o Sanguinolento), um 2 x campeão, no maior estilo urubu só esperando para não só comer o que sobrar, como quem sabe, levar o terceiro caneco para casa (Macaco Albino Fanning), e dois jovens fenômenos que tem todas as vontades acima e querem o caneco (JJ e Medina), some-se isso tudo a Mineiro faminto, Taj,  Julian, Pupo, Alejo, Filipe, Owen e Bourez dificultando a vida dos concorrentes e temos uma épica corrida pelo Título Mundial.




Voltando ao tira teima que foi a final dessa primeira etapa, concordo com aqueles que acham que a Soberba foi o pecado de Parko. O australiano parecia realmente estar mais preocupado em comemorar seus tubos do que em pontuar neles. Parece que resolveu levar a sério a final muito tarde, quando já estava atrás do placar e sendo prudente e inapelavelmente marcado pelo Careca, mais sanguinolento que nunca, de posse da prioridade. O escalpo de Parko valia tanto quanto o título mundial para o careca...ACREDITEM!

Kelly Slater foi perfeito tanto na semi final quanto na final, sempre vindo de trás no placar. Explicou que pegou um transito danado para chegar ao local do evento, mas parecia que as coisas se encaixavam positivamente para seu lado desde que ele se acalmasse e deixasse as coisas fluírem. O transito se repetiu nas duas baterias que disputou, com ondas lindas abrindo inteiras para o carecones, que depois dos canudos ainda desferiu algumas das melhores pancas do campeonato virando as baterias para decepção da torcida ozzie presente.

Neste último dia o julgamento deixou claro que os locais eram os favoritos dos árbitros. Bourez sequer teve força para reagir, já com KS o buraco é bem mais embaixo. Aliás, o julgamento continua sendo o calcanhar de Aquiles da ASP. Concordo com Guaraná que sugeriu via twitter um quadro de juizes maior, com a possibilidade de não utilizar árbitros da mesma nacionalidade que o atleta que esta na bateria.



Nada vai mudar em relação a isso, infelizmente...

Esta etapa deixou exposta trés facetas muito conhecidas do surf competição. A belíssima faceta da competição pura, onde o atleta simplesmente perdeu porque o outro surfou melhor ou achou as melhores ondas, a horrorosa faceta dos já tradicionais erros arbitrais, e, finalmente, a faceta das lesões, comuns a quase todos os esportes.

A primeira faceta, embora bela, é também tão cruel quanto a segunda. Por exemplo, caras como Mineiro, Owen e Kolohe foram destaques na primeira fase e surfaram muito (mas muito mesmo) na segunda. Tudo para amargar a segunda derrota consecutiva e um 25º lugar que certamente acabará sendo descartado no computo final da pontuação do circuito mundial.

Mas ao menos as facetas da competição e lesão demonstram a beleza do esporte, a competição limpa e justa onde sempre haverá um vencedor e a tentativa de ultrapassar os limites, os quais uma vez ultrapassados esportivamente também podem ultrapassar os limites do corpo, lesionando-o como aconteceu com JJ e Medina.




BRASILEIROS


Raoni Monteiro - Pergunto aos nobres árbitros: O que Raoni precisa fazer para receber uma nota acima de 6? Gostaria muito de saber a resposta, pois não importa o que ele faça... variedade, finalização, tudo certo, nada convence a juizada a soltar a nota. Parece um pouco o que fizeram com o Neco uns anos atrás, não parece? Será um longo ano para Raoni, infelizmente...

Filipe Toledo - O ubatubense se mostrou o cara perigoso que pode ser, mas precisa aprender a achar duas boas urgentemente. Uma só não é suficiente neste nível de surf. O exemplo perfeito é a tentativa da juizada de garfa-lo na fase 2 ao dar a virada para Kieran numa onda safada, para dizer o mínimo. Não se pode deixar dúvidas (Jadson sabe disso...). Já contra Taj, apesar do video destacar sua última onda, não foi ali que o ubatubense perdeu sua bateria. Ele caiu em algumas ondas importantes antes desta última, mas deu um cagaço daqueles no polaco australiano...Mostrou a que veio.




Alejo Muniz - Foi um dos que sofreu com a faceta do erro arbitral. Não contra ele, mas a favor do adversário. Foi uma bateria de notas altas, mas exageraram e erraram a mão, especialmente na segunda boa de Bourez. O 9,57 estaria muito bem pontuado na faixa dos 9 pontos. Foi uma onda de manobras nervosas e precisas, contudo, repetidas. Se a nota do adversário fosse adequada, Alejo virava com seu bem julgado 9,07. Alejo merecia ir mais longe neste campeonato. Como todos os brasileiros "caiu de pé" (como bem disse mestre Tulio Brandão), demonstrando que consegue arrancar da juizada notas altas quando precisa. 

Adriano de Souza - Odeio ter razão, mas não posso me furtar de dizer que eu avisei, não é? Tava meio na cara até. Isso rolava muito com o Andy, inclusive no seu último ano no tour. Lembram aquela virada que ele tomou do Jadson, acho que foi Portugal ou França. AI fez o diabo naquela bateria, tomou a virada e perdeu precocemente na segunda fase. Coaduno, contudo, da opinião do próprio Adriano que se manifestou feliz com o surf que apresentou, arrancou notas altas nas duas baterias e esta com o surf em dia. A questão é que para um concorrente ao título, começar com um descarte, definitivamente não estava nos planos, e ele sabe disso mais que ninguém. Tenho pena dos primeiros adversários de Mineiro em Bells...sangue no olho será pouco para descrever o pequeno grande Guarujaense.

Willian Cardoso - É dura a vida de um convidado no circuito. Prova disso são as raríssimas ocasiões em que um wild card venceu (Tatuí, Parkinson e Fanning estão entre os predestinados que conseguiram isso...). Eles só pegam pedreiras. O pesado catarinense surfou bem, mas não conseguiu nenhuma onda em que realmente pudesse mostrar o seu surf, parecia que faltava velocidade e projeção para ele. Como tem uma série de lesionados no circuito é bem provável que ele também corra Bells. Para o bem dele espero que o mar esteja gigante.



Gabriel Medina - A lesão incomodou e Brett Simpo teve a oportunidade da vida de sair da agua com um escalpo do Medal (vai contar pros netos e tudo, quer apostar?). Mas isso não irá se repetir. Medina a 50% ainda deu uma dura no frango californiano. O lance agora é ter calma porque lesão mal curada é promessa de nova lesão. Mesmo com o mal resultado, não me sai da cabeça a imagem do moleque arrancando um 9 e tal para virar a bateria...já com o tornozelo zuado...Medal é foda!



Quiksilver Pro 2013

1 Kelly Slater (EUA)
2 Joel Parkinson (Aus)
3 Mick Fanning (Aus)
3 Michel Bourez (Tah)
5 Taj Burrow (Aus)
5 Julian Wilson (Aus)
5 Bede Durbidge (Aus)
5 Matt Wilkinson (Aus)
13 Gabriel Medina (Bra)
13 Alejo Muniz (Bra)
13 Filipe Toledo (Bra)
25 Adriano de Souza (Bra)
25 Raoni Monteiro (Bra)
25 Willian Cardoso (Bra)


p.s: Alertado pelo amigo Elias Cruz via twitter, houve uma dúvida quanto o efetivo retorno do Dane Reynolds na manobra de finalização de sua melhor onda da bateria contra Mineiro no round 2. 
Revi a onda e achei que o cara voltou, segue link: http://quiksilverlive.com/progoldcoast/2013/heat_review.en.html#quality=med&round=713&heat=739
Ele ficou um pouco para tras quando a onda começou a engordar, mas acho que seria preciosismo descontar essa manobra da nota.

Durante a final, exatamente na onda que o KS "rabeou" o Joelito, ao sair do tubo ele foi imediatamente derrubado da onda, como tinha acontecido com o Medal na França, e a juizada considerou como onda/manobra completa.

Uma coisa que queria escrever e esqueci. Algo aconteceu com Travis Logie. Um "eu posso", "eu consigo" começou a incendiar nele, não? Vencer Jordy foi algo tão inesperado quanto a virada que aplicou em Mineiro. Bells é uma direita que lhe cai ainda melhor que as da Goldie, olho nele!


quinta-feira, 7 de março de 2013

terça-feira, 5 de março de 2013

WCT GOLD COAST - PRIMEIRO DIA




Raoni Monteiro fez sua estreia no CT 2013 sendo mal julgado em sua primeira onda boa, ainda mais ao compararmos com a onda que Bede fez na sequência, menor e mais conservadoramente surfada. Raoni correu atrás, mas pecou na finalização, o que acaba sendo fatal neste nível de surf (afinal Bede não errou) e com o julgamento tendencioso. Taj também estava na bateria mas não se achou hora alguma, fez umas firulas legais, mas jamais ameaçou o posto de classificação.

Confesso que Adriano de Souza me preocupa. Quando se perde uma bateria desta forma, por pouquíssimo, numa virada improvável após uma liderança sólida desde o inicio, geralmente algo acontece no Cosmo que a bateria seguinte acaba se complicando. Travis teve um rabo danado, assumido pelo próprio na entrevista, de 2 ondas lisas e encaixadas na bancada virem exclusivamente pra ele! Surfou bem as duas, e mesmo achando as notas exageradas, achei a virada justa. Dusty Payne também estava nessa, mas cada vez mais me convenço que o lugar dele é no freesurf, acerta uns manobrões lindos para se enterrar completamente na manobra seguinte...vai entender... Mineiro pega Dane na próxima, o que só comprova a teoria do Cosmo que falei acima...

Willian Cardoso começou com o mesmo problema de Raoni, com a juizada levantando em demasia a bola do adversário, o que complica qualquer reação. Cardoso surfou bem, conseguindo até alguns scores decentes, mas, em minha opinião, pecou na escolha de ondas. Se desferisse suas famosas patadas em ondas melhores suas notas seriam ao menos 1 ponto superiores o que poderia complicar para Fanning. Zietz também estava nessa e como previsto sentiu o que é ser estreante na arena de leões que é o WCT.

Gabriel Medina mostrou ao vivo e a cores ontem para todo mundo ver o que é gana, vontade de vencer. Após um inicio morno, Tiago Pires (surfando muito) e Kieran Perrow arrancaram notas decentes e colocaram Medal em último e precisando de nota. No meio da bateria Gabriel sentiu algo na perna esquerda, saiu da água, correndo/mancando, entrou e esperou a boa, virando espetacularmente na última onda destruída do inicio ao fim! Roteiro de filme! O moleque é foda. Ainda não sei a gravidade da lesão, mas a impressão deixada, especialmente entre seus colegas de tour, repercutirá por muito tempo ainda...

Alejo entrou em seguida contra Kerr e Young. Como previsto, abotoou os dois com calma, escolhendo as boas e competindo muito bem, desfilando seu power surf para delírio de Matt Hoy e Jake Patterson na locução. Surf de borda, base lip, com rabetadas e aéreos, tudo executado com perfeição! Dos brasileiros foi quem melhor se apresentou ontem. Young surfou de maneira burocrática, chata até, e Kerr, esperou muito, errou muito e perdeu.

Filipe Toledo fez aquilo que dele se espera, surpreendeu, inovou e surfou à velocidade da luz. Só faltou a segunda boa e combinar com o Bourez um alivio na estréia. O tahitiano também fez o que dele se espera e extremamente em forma e com uma boa escolha de ondas, complicou a vida de Filipe, também como previsto, e o mesmo pode se falar de Owen. No fim, Bourez levou, com Owen e Filipe precisando de pouco para virar, cada um com seu 9 no bolso, é mole? Melhor bateria do dia, em minha opinião.

Entre os gringos destaque para a derrota de Joelito a vitória de KS, a falta de combatividade de Reynolds após um inicio brilhante, JJ, Owen, Fanning e, pasmem, Kolohe...

Que venha a fase 2!


domingo, 3 de março de 2013